Vivemos numa “era mais rosa”, uma vez que temos ao nosso dispor, incluindo em Portugal, inúmeras ferramentas úteis e inovadoras que aumentam a qualidade da prestação dos cuidados de saúde ao doente com cancro da mama.
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Ao longo dos últimos anos, temos assistido em Portugal, à semelhança do que acontece à escala global, a um aumento regular da incidência e da prevalência do cancro da mama. No entanto, esta realidade poderá reflectir, paradoxalmente, uma perspectiva mais favorável, uma vez que os programas de rastreio identificam cada vez mais casos e a sobrevivência destes doentes tem vindo também a aumentar graças aos avanços da ciência e ao empenho dos profissionais da área.
Apesar do clima pandémico que assola teimosamente a nossa realidade, são também muitas as inovações, incluindo no cancro da mama, que nos permitem encarar o presente e o futuro com mais esperança. A melhor compreensão dos mecanismos envolvidos no aparecimento e desenvolvimento deste tipo de cancro tem possibilitado a definição de novas estratégias que interferem de forma mais decisiva na história natural da doença.
Vivemos numa “era mais rosa”, uma vez que temos ao nosso dispor, incluindo em Portugal, inúmeras ferramentas úteis e inovadoras que aumentam a qualidade da prestação dos cuidados de saúde ao doente com cancro da mama.
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Existe também a capacidade de perscrutar as alterações genéticas de cada cancro da mama, com uma tecnologia sofisticada chamada Next Generation Sequencing (NGS). Este exame laboratorial consegue descodificar o ADN do cancro, ou seja, permitir a leitura do “código de barras” de cada tumor. Através da sequenciação de um painel alargado de genes, o clínico poderá antecipar possíveis mecanismos e/ou mutações de resistência ou de sensibilidade aos fármacos, possibilitando o desenho de um tratamento personalizado para cada cancro nas suas diferentes fases.
Microbiota e cancro da mama E ainda... Apesar de carecer de mais validação científica, o estudo da relação da microbiota com o cancro da mama. A microbiota ou microbioma (mais conhecida por flora) compreende um conjunto heterogéneo de microrganismos (tais como bactérias, vírus e fungos) que colonizam o nosso trato gastrointestinal e outras regiões do nosso organismo. Esta “fauna polimicrobiana” que con(vive) em nós corresponde a cerca de dois quilos do nosso peso corporal, a mais de 50% do total das nossas células e a 99% do nosso código genético. Então, como podemos negligenciar que a maioria do nosso património genético e celular não seja puramente humano? Evidência recente aponta para que mulheres pós-menopáusicas com cancro da mama hormonossensível tenham uma flora intestinal diferente da de mulheres saudáveis, mais rica em bactérias produtoras da enzima β-glucuronidase.
É necessária uma maior consciencialização dos cidadãos acerca da doença oncológica para uma mudança de comportamentos com vista ao seu combate.
O DMC (Dia Mundial do Cancro) celebra-se, anualmente, no dia 4 de fevereiro e a LPCC (Liga Portuguesa Contra o Cancro) pretende sensibilizar para a luta em todas as frentes: na prevenção, diagnóstico precoce, rastreio, tratamento e no apoio ao doente e às famílias.
O Dia Mundial do Cancro (DMC), efeméride celebrada anualmente a 4 de fevereiro, é assinalado este ano pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC)com mensagem de prevenção para a doença.
"Eu Sou Voluntário e Eu Vou Apoiar” é o tema da campanha global do DMC que estimula para uma maior consciencialização para a problemática do cancro. No Dia Mundial do Cancro, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) destaca a relação entre a deteção e o diagnóstico precoce, com um aumento de taxa de sobrevivência ao cancro e uma melhoria da qualidade de vida; a importância do investimento em literacia em saúde e a premência da equidade no acesso aos cuidados em oncologia.
Sabendo-se que um em cada três cancros pode ser evitado pela redução dos riscos comportamentais, a efeméride vem reforçar a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis. Neste dia em que o desafio é lançado a todos e a cada um individualmente, a LPCC pretende continuar a mobilizar os portugueses a estarem conscientes dos fatores de risco para o cancro, a tomar uma atitude mais consciente ao nível do rastreio e do diagnóstico precoce como forma de salvar vidas.
O movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, para estimular a participação da população no controlo do cancro da mama. A data é celebrada anualmente com o objetivo de promover a consciencialização sobre a doença e partilhar informações sobre o cancro de mama. Um pouco por todo o mundo, durante este mês, a cor rosa alastra-se com o objetivo de permitir sensibilizar a população para a temática da prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama.
O Mês de outubro é assinalado por duas efemérides: a 15 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Saúde da Mama e a 30 de outubro o Dia Nacional de Luta Contra o Cancro da Mama. É no período compreendido entre estas datas que a Liga Portuguesa Contra o Cancro desenvolve o movimento "Onda Rosa" procurando incentivar à prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama.
A campanha acontece pelo 5º ano consecutivo e depois de no ano passado ter contado com a participação de quase 600 instituições, chegou a altura de voltar a desafiar a comunidade a entrar na Onda.
Assim, em 2019 pretendemos estabelecer novamente sinergias de modo a potenciar o impacto deste movimento, reforçando por um lado as parcerias estabelecidas, mas também procurando novas. Participar nesta Onda é fácil e está ao alcance de todos, de forma individual ou em grupo, promovendo uma atividade para grupos organizados ou simplesmente passando a palavra junto ao que nos rodeiam.