Sábado, 16 de Novembro de 2019

16 de Novembro de 1922: Nasce José Saramago

 

Escritor português, José Saramago nasceu a 16 de novembro de 1922, em Azinhaga, no concelho da Golegã e faleceu a 18 de junho de 2010, na ilha espanhola de Lanzarote. Ficcionista, cronista, poeta e autor dramático, coube-lhe a honra de ser o primeiro autor português distinguido com o Prémio Nobel da Literatura, em 1998, consagrando, no seu nome, o prestígio das letras portuguesas contemporâneas além-fronteiras. Atribuição tanto mais meritória quanto a sua existência encontrou sempre condições adversas à satisfação da sua sede de cultura, ao longo de um percurso biográfico pejado de obstáculos.

Oriundo de uma família humilde, José Saramago não pôde, por dificuldades económicas, prolongar os estudos liceais; depois de obter o curso de serralheiro mecânico, desempenhou simples funções burocráticas e conheceu, em 1975, o desemprego - que não o impediria, porém, nem de manter uma postura cívica exemplar, marcada pelo empenhamento político ativo, antes e após o regime salazarista, nem de, graças a um trabalho de autodidata, adquirir um saber literário, cultural, filosófico e histórico incomparável, nem de se tornar um dos raros escritores profissionais portugueses.

Figura de primeiro plano da literatura contemporânea nacional e internacional, a sua obra encontra-se traduzida em diversas línguas, sendo objeto de vários estudos académicos. Revelou-se como poeta com a coletânea Os Poemas Possíveis (1966), a que se seguiria Provavelmente Alegria (1970), desenvolvendo, simultaneamente, uma longa experiência como cronista, coligida nos volumes Deste Mundo e do Outro (1971), A Bagagem do Viajante (1973), As Opiniões Que o D. L. Teve (1974) e Os Apontamentos (1976). Destes dois registos fez o campo de ensaio, para, com 44 anos, encetar uma amadurecida carreira de romancista, que deixaria para trás experiências ficcionais ainda não suficientemente reveladoras, como Terra de Pecado, de 1947.

Manual de Pintura e de Caligrafia e Levantado do Chão são os dois primeiros títulos de uma atividade romanesca que, concebida como registo privilegiado para uma interrogação sobre a relação entre o homem e a História, entre o individual e o coletivo, entre o escritor e a sociedade, nos anos 80, conhece um sucesso fulgurante, junto do grande público e da crítica especializada. É durante esta década que publica os títulos que o celebrizaram, como Memorial do Convento (1982), O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) ou A Jangada de Pedra (1986), e onde problematiza, de forma imaginativa e humorada, numa dinâmica narrativa livre (sem constrições, seja ao nível da expressão linguística, marcada, do ponto de vista formal, por uma estratégia de integração, sem marcas gráficas, do discurso dialogal das personagens e do narrador no fluxo contínuo do texto; seja ao nível da efabulação de personagens ou do tempo), as modalidades de ficcionalização do tempo histórico, quer remetido para um passado revisto a partir da atenção conferida às histórias reais ou sonhadas dos seres anónimos que construíram a História (Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis), quer concebida como crónica de um futuro virtual que, sob a sua forma alegórica, não deixa de refletir uma inquietação sobre o presente (A Jangada de Pedra).

Posteriormente publicou outras obras, de entre as quais merecem menção História do Cerco de Lisboa (1989), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1992), Ensaio sobre a Cegueira (1996), Todos os Nomes (1997), A Caverna (1999), Ensaio sobre a Lucidez (2004), As Intermitências da Morte (2005), As Pequenas Memórias (2006) e A Viagem do Elefante (2008) . A bibliografia de José Saramago abrange ainda textos teatrais (Que Farei Com este Livro, A Segunda Vida de São Francisco, In Nomine Dei, Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido), o registo diarístico encetado com a edição de Cadernos de Lanzarote e ainda uma breve incursão à literatura infanto-juvenil com A Maior Flor do Mundo, de 2001, livro escrito em parceria com o ilustrador João Caetano, que acabou por receber o Prémio Nacional de Ilustração atribuído nesse ano. Em 2008, Saramago viu o seu best-seller Ensaio sobre a Cegueira ser adaptado para o cinema, pela mão do realizador brasileiro Fernando Meirelles.

José Saramago, comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada desde 1985 e cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas desde 1991, tem recebido ao longo da sua carreira numerosas distinções. Para além do prémio Nobel, foi galardoado, entre outros, com: o Prémio Bordalo de Literatura da Casa da Imprensa, em 1991; o Grande Prémio Vida Literária, atribuído pela APE, em 1993; o Prémio Camões, em 1995; e o Prémio de Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores, em 1995. Em 1999 foi doutorado Honoris Causa pela Universidade de Nottingham, em Inglaterra; em 2000 pela Universidade de Santiago, no Chile; e, em 2004, pela Universidade de Coimbra, em Portugal, e pela Universidade de Charles de Gaulle-Lille III, em França.

José Saramago. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.

wikipedia (Imagens)

 

 


File:JSJoseSaramago.jpg
 
File:Saramago by bottelho.jpg


José Saramago por Carlos Botelho
 
 
 
publicado por essmo-becre às 10:58
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 7 de Novembro de 2019

Albert Camus

1913

 

[No dia 7 de novembro de 1913] Nasce o escritor francês Albert Camus, autor de "O Estrangeiro", Prémio Nobel de Literatura em 1957.

Fonte: https://sicnoticias.pt/especiais/ficou-para-a-historia/2019-11-07-Ficou-para-a-Historia

1507-1letranger.jpgO-Estrangeiro.jpg

Meursault recebe um telegrama: a mãe morreu. De regresso a casa após o funeral, enceta amizade com um vizinho de práticas duvidosas, reencontra uma antiga colega de trabalho com quem se envolve, vai à praia – até que ocorre um homicídio. Romance estranho, desconcertante sob uma aparente singeleza estilística, em "O Estrangeiro" joga-se o destino de um homem perante o absurdo e questiona-se o sentido da existência. Publicado originalmente em 1942, este primeiro romance de Albert Camus foi traduzido em mais de quarenta línguas e adaptado para o cinema por Luchino Visconti em 1967, sendo indubitavelmente uma das obras-primas da literatura francesa do século XX. Esta edição, revista de acordo com o texto fixado peplo autor, conta com prefácio de António Mega Ferreira.

Fonte: https://www.fnac.pt/O-Estrangeiro-Albert-Camus/a897569#omnsearchpos=1

 

 

publicado por essmo-becre às 12:48
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016

Literatura - Miguel Torga integrou a lista de candidatos ao Nobel

Sem grande espanto, fiquei a saber que, em 1965, Miguel Torga, o nosso Miguel Torga, fez parte dos candidatos ao Prémio Nobel da Literatura. Não que o facto de não ter sido o vencedor (nem nesse ano, nem nunca) seja uma satisfação mas, pensar que, pelo menos, internacionalmente lhe reconheceram o valor, ...sim, satisfaz quem muito gosta do que escreveu este transmontano.

 

 
 
 
O escritor português integrou em 1965 a lista de autores propostos para o Prémio Nobel da Literatura, segundo a acta divulgada pela Academia Sueca.
 
DN.PT|DE LUSA
 
publicado por essmo-becre às 22:22
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Albert Camus

camus.jpg

 Se fosse vivo, Camus, um dos maiores nomes da literatura francesa mundial, completaria hoje 101 anos.

Nascido nos bairros operários de Argel, Argélia, a 7 de novembro de 1913, Albert Camus foi galardoado ainda novo com o Nobel da Literatura. Tinha apenas 44 anos quando foi distinguido.

Com o futuro pela frente, menos de dois anos volvidos, a 4 de janeiro de 1960, o escritor francês morreu num acidente de viação, em França. Apesar de desaparecido precocemente, é hoje um dos maiores nomes da literatura francesa e mundial, pelo seu pensamento visionário e um caminho excecional.

Com oito milhões de cópias vendidas, "O Estrangeiro", primeiro livro publicado em 1942 e traduzido em 40 linguas, é o seu best-seller absoluto.

Recorde uma das 60 citações de Albert Camus, selecionadas por Maria Luísa Malato, professora da Faculdade de Letras do Porto, e Eduardo Graça, Presidente da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, por ocasião do centenário natalício do autor..


AMIZADE: "Os deveres da amizade ajudam a suportar os prazeres da sociedade." ("Cadernos")


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cem-anos-e-60-citacoes-de-albert-camus=f839777#ixzz3INSV1Nb2

 



publicado por essmo-becre às 10:27
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Prémio Nobel da Literatura 2011

Poeta Tomas Tranströmer

O Prémio Nobel da Literatura 2011 foi atribuído ao poeta e tradutor sueco Tomas Tranströmer, anunciou hoje a Academia sueca, em Estocolmo.

O sueco  Tomas Tranströmer, 80 anos, autor de "Den stora gatan" (O Grande Enigma, 2004) foi distinguido hoje com o prémio Nobel da Literatura. O galardão foi anunciado hoje em Estocolmo às 12h (horário de Lisboa). O prémio tem o valor monetário de dez milhões de coroas suecas, cerca de 1,1 milhões de euros.O prémio Nobel da Literatura 2011 é representante da poesia lírica, que não era premiada pela academia sueca desde 1996, ano em que foi eleita a poetisa polaca Wislawa Szymborska.

A Academia sueca anunciou que Tranströmer merceu o galardão "porque, através das suas imagens condensadas e translúcidas, dá-nos um acesso fresco à realidade". Além da sua obra poética, tem-se destacado como tradutor.

A cerimónia de entrega dos Prémios Nobel 2011 realiza-se no próximo dia 10 de dezembro, na capital sueca. Tomas Tranströmer, no entanto, não vai poder falar para agradecer. O poeta sofreu em 1990 um acidente vascular cerebral que o deixou em parte afásico e hemiplégico. Apesar disso, continuou a escrever. Desde então, publicou mais três obras, entre as quais "O Grande Enigma: 45 Haikus".

Poeta sueco mais traduzido no mundo

Nascido em Estocolmo a 15 de abril de 1931, foi psicólogo de profissão até 1990. Autor de cerca de 20 livros, lançou recentemente uma nova antologia. Em 1988, foi distinguido com o prémio Pilot , destinado a escritores "com obra literária notável na lingua sueca".O poeta sueco mais traduzido em todo o mundo (em 30 línguas), Tranströmer começou a publicar poesia aos 23 anos e o seu primeiro livro intitulava-se "17 dikter" ("17 Poemas"). Em Portugal, Tomas Tranströmer está representado na coletânea "21 poetas suecos", editada pela Vega, em 1981.Publicou cerca de 15 obras numa longa carreira dedicada à escrita e venceu numerosos prémios literários, como o Prémio Literário do Conselho Nórdico, em 1990.A maior parte da sua obra está escrita em verso livre, apesar de ter feito também experiências com linguagem métrica.Tranströmer vive atualmente numa ilha, longe dos olhares do mundo.

Poeta cantou Lisboa

No livro "21 poetas suecos", publicado em 1981 pela editora Vega, uma obra organizada por Vasco Graça Moura e Ana Hatherly, surge o poema "Lisboa", onde o poeta sueco destaca elementos típicos das zonas históricas da capital portuguesa."No bairro de Alfama os elétricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes/Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões/Acenavam através das grades/Gritavam que lhes tirassem o retrato", escreveu Tomas Tranströmer."Mas aqui´, disse o condutor e riu à socapa como se cortado ao meio/´aqui estão políticos'. Vi a fachada, a fachada, a fachada e lá no cimo um homem à janela/tinha um óculo e olhava para o mar", relata o laureado com o Nobel da Literatura 2011."Roupa branca no azul. Os muros quentes/As moscas liam cartas microscópicas/Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa/´será verdade ou só um sonho meu?´", finaliza o poeta sobre a cidade junto ao Tejo.

Uma passagem pelo Funchal também inspirou Tomas Transtroemer, dedicando-lhe um verso onde destaca o mar, a receita atlântica do peixe com tomate e a "língua estranha".

Em 2010, a Academia sueca distinguiu o escritor de origem peruana Mário Vargas Llosa, autor de "Conversa n'A Catedral" e de "Guerra do Fim do Mundo". Os últimos galardoados, anteriores a Llosa, foram Herta Müller (2009), Jean-Marie Gustave Le Clézio (2008), Doris Lessing (2007), Orhan Pamuk (2006), Harold Pinter (2005), Elfriede Jelinek (2004) e John M. Coetze (2003).

O prémio Nobel da Literatura foi atribuído em 1998 a José Saramago.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/poeta-tomas-transtromer-premio-nobel-da-literatura=f678504#ixzz1a2MTj5JU

publicado por essmo-becre às 21:36
link do post | comentar | favorito

.Citação do dia

.Catálogo On-Line

Bibliotecas do Agrupamento

.Tutorial - consulta do catálogo

>

.Sugestões

Estas são algumas sugestões de Natal. Mas temos muito mais! Requisite para LER! Boas Leituras! Feliz Natal!

.pesquisar

 

.links

.Rádio miúdos

https://www.radiomiudos.pt/

.Música

.posts recentes

. 16 de Novembro de 1922: N...

. Albert Camus

. Literatura - Miguel Torga...

. Albert Camus

. Prémio Nobel da Literatur...

.subscrever feeds

.Visitantes

.Professor bibliotecário: ode

.Janeiro 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
14
15
16
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.tags

. todas as tags