Em 1922, a 16 de novembro, nasce José de Sousa Saramago, em Azinhaga, escritor português, galardoado, em 1998, com o Prémio Nobel da Literatura.
Da sua vasta obra, salientamos "Memorial do Convento" (1982) até porque se trata de uma das obras de leitura integral obrigatória do nosso sistema de ensino (12º ano).
Este ano, caso ainda fosse vivo, faria 90 anos.
A Fundação com o seu nome assinala este aniversário, já desde 18 de agosto, com um conjunto de iniciativas que têm o seu ponto alto exatamente hoje, dia 16 de novembro.
Um prémio que vem reforçar a sua imagem de líder mundial, depois de ter sido já eleito presidente dos Estados Unidos sob o signo da esperança, sucedendo a um período conturbado de guerras que marcaram a era Bush.
A sua nomeação constitui uma verdadeira surpresa, uma vez que o seu nome não constava na lista dos possíveis laureados.
O anúncio foi efectuado esta manhã (dia 9 de Outubro) em Oslo e justificado como sendo atribuído a um homem que muito se esforça para unir os povos.
A decisão da organização visa distinguir o «extraordinário esforço» de Obama no «fortalecimento da diplomacia» e para a cooperação internacional. “Enquanto presidente, Obama criou um clima diplomático multilateral e recentrou o papel da Nações Unidas. Ele privilegia o dialogo e as negociações para resolver os conflitos mais difíceis”.
A entrega do prémio, no valor de 10 milhões de coroas suecas, um milhão de euros, é feita tradicionalmente no dia 10 de Dezembro, dia em que Alfred Nobel morreu.
Em 1906 Theodore Roosevelt fora já galardoado com o mesmo prémio.
Há um ano, a ascensão política de Barack Obama reacendeu no resto mundo a esperança de mais democracia e mais diálogo internacional.
Para o lauraedo Nobel da Paz 2009 é a consagração desta esperança que lhe valeu a atribuição do prémio e não a obra em prol da paz. “Deixem-me ser claro! Não vejo este reconhecimento pelas minhas próprias realizações mas antes pela afirmação da América como líder na promoção das aspirações dos povos e das nações. Para ser honesto, sinto que não merecia ser posto ao nível de figuras que revolucionaram e transformaram o mundo e que receberam este prémio, homens e mulheres que me inspiraram e inspiram o mundo a procurar a paz. Aceito este prémio como um apelo à acção e apelo a todas as nações que aceitem este desafio comum para este século”.
Uma declaração de humildade que pode aplacar alguma polémica sobre as razões que levaram a academia sueca a dar-lhe o Nobel.
Este galardão poderá também atenuar as dificuldades de Obama para se impor no plano interno.