Sexta-feira, 6 de Julho de 2018

Frida Kahlo

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Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (Coyoacán, 6 de julho de 1907 — Coyoacán, 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana.

 

A partir desta sexta-feira, 6 de Julho, as paredes do Centro Português de Fotografia, no Porto, vestem-se de Frida Kahlo. Não com coroas de flores ou vestidos coloridos, mas com fotografias do acervo pessoal da pintora mexicana, guardadas pela própria durante a vida. Origens, A Casa Azul, Política, Corpo Acidentado, Amores e Fotografia são os temas em que se divide a exposição, intitulada de Frida Kahlo — as suas fotografias, que conta com 241 imagens distribuídas por três salas.

A exposição propõe ao visitante um passeio pela intimidade da artista: fotografias de Frida ainda em criança e da sua família permitem entrar no seio familiar da pintora e conhecer os seus pais, avós e tios. Algumas imagens são acompanhadas de mensagens escritas pela artista, que ajudam a identificar as pessoas fotografadas. São desvendados outros pormenores, por exemplo, a forma como o pai, fotógrafo, influenciou o seu percurso artístico. Em que medida? "Não só pela importância que a fotografia adquire na vida de Frida, mas também como se manifesta no seu trabalho. Os auto-retratos que pinta fazem lembrar uma fotografia, ela olha-nos de frente", responde Rui Pereira, director da Terra Esplêndida, que acompanhou o P3 numa visita à montagem da exposição. 

Para já, as molduras estão no chão, pousadas abaixo do local que estão prestes a ocupar. Os cálculos já estão feitos, dentro de pouco tempo vão ser penduradas de acordo com os planos desenhados. Ainda que seja preciso baixar o olhar para as ver, é possível encontrar pormenores e descobrir, em cada fotografia, uma história. Percebe-se, por exemplo, que nas mãos de Frida as fotografias funcionavam como um instrumento de trabalho, não eram imaculadas. A artista, descreve Rui Pereira, recortava partes de fotografias para as transformar em pinturas ou, simplesmente, para retirar da imagem pessoas de quem não gostava. Assim se encontram nas molduras imagens que mostram pessoas sem cara ou totalmente recortadas. Mas a artista também imprimia sentimentos positivos nas suas imagens, como se vê pela marca de um beijo numa foto do seu marido, Diego Rivera.

Visitar as três salas permite entrar em contacto com momentos determinantes da vida da artista. Desde o acidente que a incapacitou à recuperação, passando por imagens de homens e mulheres com quem mantinha relações extraconjugais, as fotografias mostram como Frida se comportava, relacionava e via o mundo. A exposição já passou por Lisboa, em 2012, e recebeu cerca de 17 mil visitantes, mas Rui Pereira espera “bater os números” da capital. “Sempre quisemos trazer a exposição ao Porto e agora é o momento”, afirma. A inauguração, às 10h, vai contar com a presença de Hilda Trujillo Soto, directora do Museu Frida Kahlo, que também vai estar na Reitoria da Universidade do Porto, no dia 7 de Junho às 16h, para falar sobre a instituição cultural e as fotografias da pintora mexicana.

Frida Kahlo - as suas fotografias poderá ser visitada até 4 de Novembro. Além das imagens, estará também em exibição um documentário sobre a vida da artista. O preço do bilhete é de oito euros para o público geral e de seis euros para estudantes, mas há preços especiais para crianças, famílias e grupos, que podem ser consultados aqui. Parte da receita angariada reverte a favor da Associação Salvador, que promove a integração de pessoas com deficiência motora.  

Frida  Kahlo, por Lola  Álvarez  Bravo,  ca.  1944  ©Museu  Frida  Kahlo  Frida  pintando  o  retrato  de  seu  pai, por  Gisèle  Freund,  1951  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  no  hospital  de  Nova  Iorque,  por  Nickolas  Muray,  1946  ©  Museu  Frida  Kahlo
Frida  pintando  na  sua  cama,  Anónimo,  1940.  De  pé,  ao  seu  lado,  Miguel  Covarrubias  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  de  barriga  para  baixo,  por  Nickolas  Muray,  1946  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  Kahlo  recém-operada,  por  Antonio  Kahlo,  1946  ©  Museu  Frida  Kahlo
Frida  com  5  anos,  Anónimo,  1912  ©  Museu  Frida  Kahlo  Diego Rivera  (no  seu  estúdio  San  Ángel),  Anónimo,  ca.1940  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  Kahlo  na  Casa  Azul,  Anónimo,  1930©  Museu  Frida  Kahlo
Frida Kahlo  com  o  médico  Juan  Farill,  por  Gisèle  Freund,  1951  ©  Museu  Frida  Kahlo  Nickolas  Muray  e  Frida  Kahlo,  por  Nickolas  Muray,  1939  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  Kahlo,  por Guillermo  Kahlo,  1932©  Museu  Frida  Kahlo

 

Fonte: https://www.publico.pt

publicado por essmo-becre às 10:14
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Domingo, 10 de Janeiro de 2016

Júlio Pomar

julio pomar..jpg

Nasceu a 10 de Janeiro de 1926, em Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e Porto, tendo participado em 1942 numa primeira mostra de grupo, em Lisboa, e realizado a primeira exposição individual em 1947, no Porto, onde apresentou desenhos. Nesses anos a sua oposição ao regime de Salazar acarreta-lhe uma estada de quatro meses na prisão, a apreensão de um dos seus quadros pela polícia política e a ocultação dos frescos com mais de 100 m2, realizados para o Cinema Batalha no Porto. Permanece em Portugal até 1963, ano em que se instala em Paris. Actualmente vive e trabalha em Paris e Lisboa.[...]

 

[...] A intervenção plástica que realizou para Estação do Alto dos Moinhos do Metropolitano de Lisboa é, sem dúvida alguma, a sua obra mais conhecida. Milhares de utentes do Metropolitano apreciam, diariamente, os seus desenhos representativos de quatro dos maiores nomes das letras portuguesas: Camões, Bocage, Fernando Pessoa e Almada Negreiros.

 

170px-Pomar_Camões_Metro_Alto_dos_Moinhos.jpg

Júlio Pomar, Camões, c. 1983, painel de azulejos, 
estação de Metropolitano Alto dos Moinhos, Lisboa
 
 

 

170px-Pomar_Fernando_Pessoa_Metro_Alto_dos_Moinhos

Júlio Pomar, Fernando Pessoa, c. 1983, painel de azulejos,
estação de Metropolitano Alto dos Moínhos, Lisboa

 

 

[...] Além da obra de pintura, desenho, escultura, cerâmica, gravura, etc., Júlio Pomar escreveu Catch: thèmes et variations, Discours sur la cécité du peintre, ...Et la peinture? (Éditions de la Différence, Paris, 1984, 1985 e 2000), os dois últimos traduzidos por Pedro Tamen com os títulos Da Cegueira dos Pintores (Imprensa Nacional, 1986) e Então e a Pintura?(Dom Quixote, 2003); e duas colectâneas de poesias Alguns Eventos eTRATAdoDITOeFEITO (Dom Quixote, 1992 e 2003).

Júlio Pomar instituiu em 2004 uma Fundação com o seu nome. Foi anunciada para Abril de 2013 a inauguração do Atelier-Museu Júlio Pomar, criado pela Câmara Municipal de Lisboa, em edifício que adquiriu na Rua do Vale n.º 7, Mercês, Lisboa, o qual contou com um projecto arquitectónico de reabilitação da autoria de Álvaro Siza.

 

 

 

Fontes:

http://ateliermuseujuliopomar.pt/juliopomar/biografia/biografia.html

http://quadrogiz.blogspot.pt/2014/07/estou-tonto-poema-de-alvaro-de-campos.html

http://www.leme.pt/historia/efemerides/0110/

 

publicado por essmo-becre às 01:35
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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

Ler na arte ou a arte de ler

publicado por essmo-becre às 19:18
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