Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019

UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância

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11 de Dezembro de 1946, um ano depois do fim da II Guerra Mundial, a Assembleia Geral das Nações Unidas, confrontada com a realidade de milhões de crianças deixadas em situação de profunda necessidade e sofrimento na Europa, cria o Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF – com o objectivo de responder à situação de emergência em que se encontravam estas crianças.

De acordo com o espírito das Nações Unidas, a UNICEF prestaria ajuda sem discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra. A única condição colocada por Maurice Pate, o primeiro Director Executivo da organização, foi que se incluíssem “todas as crianças" dos países aliados e "ex-inimigos".

A UNICEF é uma organização apartidária e a sua cooperação não discrimina. Em tudo o que faz, as crianças mais desfavorecidas e os países com mais necessidades têm prioridade.

A UNICEF é actualmente a principal agência humanitária que trabalha especificamente para a promoção e defesa dos direitos das crianças, presente em países devastados pelos conflitos e nas comunidades mais remotas, trabalhando para que todas as crianças tenham o direito à sobrevivência, educação, cuidados de saúde, nutrição adequada, acesso a água e protecção.

A UNICEF visa, através dos seus programas, promover a igualdade de direitos das raparigas e das mulheres e apoiar a sua plena participação no desenvolvimento político, social e económico nas comunidades onde estão inseridas.

20 de Novembro de 1989, a Assembleia Geral das Nações Unidas adopta aConvenção sobre os Direitos da Criançaratificada em 21 de Setembro de 1990 pelo Estado Português. Desta forma os direitos da criança ficam salvaguardados no tratado mais amplamente ratificado da história e que rege todo o trabalho da UNICEF: a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.

Em 2015, com a adopção da Agenda 2030 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável pela Assembleia Geral das Nações Unidas, os Estados comprometeram-se a erradicar a pobreza e a assegurar o desenvolvimento económico, social e ambiental à escala global até 2030. A UNICEF, consciente dos desafios actuais, está empenhada em contribuir para a concretização das metas acordadas em prol de todas as crianças e das gerações futuras, em colaboração com os vários actores e parceiros.

A maior parte do trabalho da UNICEF desenvolve-se através dos seus escritórios no terreno que, em parceria com os Governos, concretizam a missão da UNICEF através dos programas de desenvolvimento para as crianças e suas famílias e dos programas de assistência em situações de emergência.

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A UNICEF é financiada inteiramente por contribuições voluntárias de Governos, fundações, empresas e doadores individuais. É a única agência das Nações Unidas totalmente financiada por contribuições voluntárias.

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Em Portugal, trabalhamos para a sensibilização dos direitos da criança no nosso país e no mundo e colaboramos com várias instituições públicas e privadas, no sentido de assegurar o respeito e promoção dos direitos de todas as crianças. As iniciativas da UNICEF “Hospitais Amigos dos Bebés”, “Cidades Amigas das Crianças” e “Educação pelos Direitos” a par da importante tarefa de Recolha de Fundos para o financiamento global de toda a nossa actividade, constituem a base do nosso trabalho diário em Portugal.

Fontes:

https://www.unicef.pt/unicef/a-unicef/

 

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publicado por essmo-becre às 10:33
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Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019

Dia Internacional dos Direitos Humanos

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Anualmente, no dia 10 de dezembro, celebra-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Este ano comemora-se o 71.º aniversário da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos , o 10.º aniversário da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, o 30.º aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e o 70.º aniversário do Conselho da Europa.

(https://www.instituto-camoes.pt/sobre/comunicacao/noticias/dia-internacional-dos-direitos-humanos-2)

#DiadosDireitosHumanos

Nações Unidas celebram papel dos jovens no Dia dos Direitos Humanos

BR

 

10 dezembro 2019

Secretário-geral da ONU disse que “em todo o mundo, os jovens marcham, organizam-se e defendem” várias causas; para alta comissária dos Direitos Humanos, 2019 “foi um ano de enorme ativismo”.

Esta terça-feira, 10 de dezembro, o Dia dos Direitos Humanos celebra o papel dos jovens para tornar esses direitos uma realidade em todos os países.

Em mensagem sobre o dia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que “em todo o mundo, os jovens marcham, organizam-se e defendem” várias causas.

Luta

O chefe das Nações Unidas destaca que os jovens estão pedindo “o direito a um meio ambiente saudável, direitos iguais para mulheres e meninas, o direito de participarem em tomadas de decisão e de expressarem suas opiniões livremente.”

Segundo ele, os mais novos “estão marchando pelo direito que têm a um futuro de paz, justiça e oportunidades iguais.”

Guterres afirmou que cada pessoa deve gozar de todos os direitos, sejam eles civis, políticos, econômicos, sociais e culturais, independentemente de onde vivem, e sem importar a sua raça, etnia, religião, origem social, gênero, orientação sexual, política ou outra opinião.

O secretário-geral disse ainda que não deve “importar quanto cada um ganhe, se vive com uma deficiência ou qualquer outra condição.”

Exemplo

Já a alta comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, afirmou que 2019 “foi um ano de enorme ativismo, principalmente entre os jovens.”

Ela lembrou que o dia é marcado enquanto ocorre a Conferência da ONU sobre o Clima, COP 25, em Madri, na Espanha. Bachelet disse que todos devem mostrar “gratidão aos milhões de crianças, adolescentes e jovens adultos que se levantaram e se manifestaram sobre a crise que o planeta enfrenta.”

A chefe dos direitos humanos lembrou que é o futuro dessas pessoas “que está em jogo e o futuro de todos aqueles que ainda nem nasceram.” São eles que “terão de lidar com todas as consequências das ações, ou falta de ação, das gerações mais velhas.”

Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, Foto ONU/Jean Marc Ferré

Michelle Bachelet afirmou, no entanto, que as lutas contra a mudança climática e outras crises de direitos humanos não podem ser deixadas apenas para os jovens.  Segundo ela, “todos podem e devem defender os princípios universais de direitos humanos.”

Para a alta comissária, “um mundo com direitos humanos enfraquecidos é um mundo que está voltando para um passado sombrio, quando os poderosos podiam atacar os impotentes com poucos ou nenhum limite moral ou legal.”

Jovens

Segundo as Nações Unidas, o objetivo do tema deste ano é “destacar o papel de liderança da juventude nos movimentos coletivos como fonte de inspiração para um futuro melhor.”

A ONU pretende celebrar o potencial dos jovens como agentes construtivos de mudança, amplificar suas vozes e envolver uma ampla gama de audiências globais na promoção e proteção de direitos.

A participação na vida pública é um princípio fundamental dos direitos humanos. A ONU diz que os jovens “precisam ser ouvidos para tornar as decisões mais eficazes e alcançar um desenvolvimento sustentável para todos.”

Segundo a organização, “os jovens sempre foram grandes impulsionadores da transformação política, econômica e social.” Eles estão na frente das mobilizações populares e trazem novas ideias e soluções para um mundo melhor.

O Dia dos Direitos Humanos é marcado todos os anos em 10 de dezembro. Esse foi o dia em que a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em mais de 500 idiomas, é o documento mais traduzido do mundo.

Unicef/ David Berkwitz
Secretário-geral voltou a mencionar os protestos de jovens pelo mundo pedindo ação climática imediatamente.

 

https://news.un.org/pt/story/2019/12/1697321

 

 

publicado por essmo-becre às 16:13
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Quarta-feira, 5 de Junho de 2019

Dia Mundial do Meio Ambiente

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Data assinala-se a 5 de junho. «Poluição do Ar» é o tema de 2019.

Celebra-se esta quarta-feira, dia 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente, uma data instituída pelas Nações Unidas que visa aumentar a sensibilização e encorajar ações em prol da proteção do meio ambiente.

Desde que foi instituído, em 1974, e até hoje, o Dia Mundial do Meio Ambiente cresceu e transformou-se numa plataforma global de sensibilização e ação para problemas ambientais urgentes – desde a poluição marinha ao aquecimento global, até ao consumo sustentável e aos crimes contra a vida silvestre. Milhões de pessoas têm-se envolvido nos últimos anos, ajudando a implementar mudanças em hábitos de consumo e nas políticas ambientais nacionais e internacionais.

Cada Dia Mundial do Meio Ambiente é organizado ao redor de um tema, que chama a atenção para uma preocupação ambiental urgente. Para o ano de 2019 o mote é «Poluição do Ar».

A poluição do ar está por toda parte. Nove em cada dez pessoas no mundo estão expostas a altos níveis de poluição do ar, que excedem os números considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde, e que causam a morte prematura de cerca de sete milhões de pessoas por ano. A poluição do ar origina, ainda, uma série de problemas de saúde e um menor desenvolvimento intelectual.

Cada Dia Mundial do Meio Ambiente tem um país anfitrião diferente – em 2019, é a China – onde as celebrações globais oficiais decorrem. Escolhido pelo país que acolhe as celebrações, o tema convida à reflexão sobre mudanças na vida quotidianas para reduzir a poluição do ar, o que, por sua vez, também pode diminuir as emissões de gases de efeito de estufa e melhorar a saúde das pessoas.

Para saber mais, consulte:

Dia Mundial do Meio Ambiente – https://www.worldenvironmentday.global/pt-br

Fonte: https://www.sns.gov.pt/noticias/2019/06/05/dia-mundial-do-meio-ambiente/

 

Aproximadamente 7 milhões de pessoas morrem prematuramente a cada ano devido à poluição do ar, sendo 4 milhões das mortes somente na região da Ásia e do Pacífico. O Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano incitará governos, indústria, comunidades e indivíduos a se unirem para explorar a energia renovável e as tecnologias verdes, bem como melhorar a qualidade do ar em cidades e regiões de todo o mundo.

Vista aérea de Xangai, na China. Foto: ONU Meio Ambiente

Vista aérea de Xangai, na China. Foto: ONU Meio Ambiente

Fonte: https://nacoesunidas.org/poluicao-do-ar-e-tema-do-dia-mundial-do-meio-ambiente-que-tera-china-como-pais-sede/

 

 

 

publicado por essmo-becre às 14:38
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Segunda-feira, 22 de Abril de 2019

Dia Internacional da Terra

Celebra-se esta segunda-feira, 22 de abril, o Dia Internacional da Terra. Mas apesar de o dia ser do planeta, as estrelas somos nós, os humanos. Segundo dados publicados pela associação ambientalista Zero a propósito do efeméride festiva, a situação ambiental no nosso planeta tem-se alterado de forma alarmante desde 1970, ano em que o Dia da Terra começou a ser celebrado: segundo a associação, por exemplo, 40% dos animais do nosso planeta desapareceram desde aquele ano.

 

De acordo com a Zero, a Terra enfrenta “a maior taxa de extinção desde que perdemos os dinossauros há mais de 60 milhões de anos”. O motivo? Os humanos e as suas atividades. “Alterações climáticas, desmatamento, perda de habitat, tráfico e caça furtiva, agricultura insustentável, poluição e uso de pesticidas”, são algumas das causas humanas para a diminuição da biodiversidade dadas pela associação, que faz o apelo para que o Dia da Terra deste ano seja celebrado a pensar na proteção das espécies.

Mas não ficamos por aqui. Diz a Zero que os humanos têm outro tipo de impacto no planeta: 40% dos animais marinhos também desapareceram e as populações de insetos — em alguns lugares do mundo — e de animais de água doce diminuíram 75%. Tudo desde 1970. Uma estatística que é concretizada um outro número: estima-se que os seres humanos tenham impactado 83% da superfície terrestre, desde ecossistemas a espécies de animais, diz a Zero.

A associação olhou também em concreto para Portugal. Diz que o país tem um “conhecimento insuficiente dos seus valores naturais”, mantendo limitações para uma avaliação rigorosa do grau de ameaça que existe sobre as diversas espécies protegidas. Aliás, acrescenta mesmo que em Portugal existe “uma política pública sem objetivos estabelecidos para a conservação das espécies” havendo legislação por publicar nesta área.

Uma chamada de atenção preocupante que pode ser resumida numa frase: “Se não agirmos agora, a extinção pode ser o legado mais duradouro da humanidade”, afirma a associação. O Dia Internacional da Terra foi criado nos EUA a 22 de abril de 1970, mas só foi reconhecido pela ONU em 2009.

Fonte: https://observador.pt/2019/04/22/dia-da-terra-planeta-perdeu-40-dos-animais-desde-1970/

ONU destaca extinção de espécies em Dia Internacional da Terra

BR

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Foto ONU Ambiente/Peter Prokosch

Existem no mundo cinco espécies de rinocerontes e, de acordo com a ONU Ambiente, todas estão em risco de extinção.
    
22 abril 2019
 

Mais de 1 bilhão de pessoas participam em eventos em 192 países; Assembleia Geral organiza sessão para marcar data; secretário-geral pediu ações contra a mudança climática hoje e todos os outros dias; em 2020, comemoração celebra meio século.

O mundo está enfrentando a maior taxa de extinção desde que se perdeu os dinossauros há mais de 60 milhões de anos.

O alerta é da Rede Dia da Terra, que organiza o Dia Internacional da Terra. Este ano, a data marcada esta segunda-feira, 22 de abril, tem por tema “Proteja nossas espécies”.

Ação climática

No Twitter, o secretário-geral da ONU compartilhou um vídeo alertando para os efeitos da mudança climática. António Guterres pediu que no Dia Internacional da Terra, como em todos os outros dias, as pessoas tomem ações contra a mudança climática.

O chefe da ONU organiza para 23 de setembro desse ano, em Nova Iorque, a Cimeira de Ação Climática, que irá reunir líderes mundiais para discutir as melhores formas de combater as mudanças climáticas.

Esta segunda-feira, a Assembleia Geral também organiza um evento para marcar o dia. Além da presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, discursam representantes do Bangladesh, Bolívia, Equador, Estados Unidos e Índia.

Espécies

Em nota, a Rede Dia da Terra diz que escolheu o tema desse ano porque “a oferta da natureza para o planeta são os milhões de espécies que se conhecem e muitas outras que ainda precisam de ser descobertas.”

Apesar disso, “os seres humanos perturbaram irrevogavelmente o equilíbrio da natureza e, como resultado disso, o mundo enfrenta a maior taxa de extinção desde que se perderam os dinossauros há mais de 60 milhões de anos.”

Ao contrário do destino dos dinossauros, no entanto, a rápida extinção de espécies de hoje é resultado da atividade humana.

A organização afirma que “a destruição global sem precedentes e a rápida redução das populações de plantas e animais selvagens estão diretamente ligadas a causas impulsionadas pela atividade humana.”

Mosi estava em reabilitação desde que foi resgatado do tráfico de animais, após uma recuperação bem-sucedida teve alta alguns meses depois., by Tikki Hywood Foundation

Algumas dessas atividades são o desmatamento, perda de habitat, tráfico e caça furtiva, agricultura insustentável, poluição e pesticidas.

Segundo a nota, se a ação não for imediata, “a extinção pode ser o legado mais duradouro da humanidade.”

Campanha

A boa notícia é que a taxa de extinção ainda pode ser reduzida. Muitas das espécies em perigo ainda podem ser recuperadas. Para isso, é preciso “construir um movimento global de consumidores, eleitores, educadores, líderes religiosos e cientistas para exigir ação imediata.”

A Rede Dia da Terra pede que as pessoas participem da campanha.

Os objetivos são educar sobre a taxa acelerada de extinção de milhões de espécies e suas causas, alcançar vitórias políticas, construção de um movimento global e, por fim, incentivar ações individuais, como adoção de uma dieta baseada em vegetais e a interrupção do uso de pesticidas e herbicidas.

História

O Dia Internacional da Terra é um evento global. Segundo a presidente da Rede Dia da Terra, Kathleen Rogers, “mais de 1 bilhão de pessoas em 192 países participam daquele que é o maior dia de ação com foco cívico no mundo.”

Rogers diz que este “é um dia de ação política e participação cívica.” As pessoas marcham, assinam petições, reúnem-se com seus representantes eleitos, plantam árvores, limpam cidades e estradas. Corporações e governos usam o dia “para fazer promessas e anunciar medidas de sustentabilidade.”

Em 2020, o dia celebra 50 anos. Em 22 de abril de 1970, milhões de pessoas foram para as ruas protestar contra os impactos negativos de 150 anos de desenvolvimento industrial.

Nos Estados Unidos e em todo o mundo, a poluição do ar estava se tornando mortal e havia cada vez mais provas de que a poluição levava a atrasos no desenvolvimento de crianças. A biodiversidade estava em declínio como resultado do uso de pesticidas e outros poluentes.

Segundo a organização, líderes religiosos, incluindo o papa Francisco, “ligam o Dia da Terra com a proteção das maiores criações de Deus, dos seres humanos, da biodiversidade e do planeta.”

Coral Reef Image Bank/Jayne Jenk
Uma tartaruga nada por um recife de coral nas Maldivas

 

publicado por essmo-becre às 19:54
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Sexta-feira, 22 de Março de 2019

Dia Mundial da Água 2019 — ‘Não deixar ninguém para trás’

 

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Um direito humano privado a mais da metade da população mundial

“Não deixar ninguém para trás” é o mote do Relatório Mundial da ONU sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos de 2019 que analisa e aborda os desafios emergentes que dizem respeito ao acesso universal à água potável e ao saneamento.

Enquadrado e harmonizado com o Dia Mundial da Água, a mensagem “Não deixar ninguém para trás” do Relatório diz respeito à promessa central do Objetivo 6 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento, que defende o acesso universal e equitativo à água potável e ao saneamento até 2030.

“A água é um direito humano. Ninguém deve ter esse acesso negado. Este Dia Mundial da Água é sobre defender este direito para todos, não deixando ninguém para trás”, sublinha o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 é absolutamente claro: alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e justos para todos, melhorar a qualidade da água e reduzir para metade a proporção de águas residuais não tratadas reduzindo substancialmente o número de pessoas afetadas pela escassez de água. Um propósito que simboliza precisamente a mensagem do Dia Mundial da Água de 2019: não deixar ninguém para trás.

Os desafios emergentes

Embora o objetivo seja claro, o Relatório da ONU dá conta que três em cada dez pessoas não têm acesso a água potável, mais de 2 mil milhões vivem em países com um elevado nível de “stress” hídrico e que cerca de 4 mil milhões de pessoas passam por uma grave escassez de água potável durante, pelo menos, um mês do ano. Quase metade das pessoas que bebem água de fontes desprotegidas vivem na África Subsaariana sendo que, seis em cada dez pessoas não têm acesso a serviços de saneamento com segurança.

O uso da água tem vindo a aumentar cerca de 1% ao ano, em todo o mundo, desde a década de 80 e esta tendência deverá manter-se. A escassez deste bem universal tende a aumentar até 2050 devido à demanda dos setores industrial e doméstico nas economias emergentes. Este crescimento é também impulsionado por uma combinação de crescimento populacional, desenvolvimento socioeconómico e evolução dos padrões de consumo.

A agricultura (irrigação, pecuária e aquacultura) representa 69% das captações anuais de água a nível mundial, tornando-a no setor que mais consome água no planeta. A indústria (incluindo a geração de energia) é responsável por 19% do consumo de água e as famílias por 12%. O Relatório observa ainda que a procura global da água potável vai sofrer um aumento na ordem dos 20 a 30% até 2050 e que, caso a degradação do ambiente e as pressões insustentáveis ​​sobre os recursos hídricos globais continuem, em 2050, 45% do PIB mundial e 40% da produção mundial de cereais estarão em risco.

De forma a fazer cumprir o objetivo a que se propõe na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o relatório das Nações Unidas realça a necessidade de adaptar as abordagens políticas e práticas de forma a abordar as causas da exclusão e desigualdade.

Quem está a ser deixado para trás?

Ao desafiar o mote do Dia Mundial da água “Não deixar ninguém para trás”, estão milhões de pessoas que vivem sem este recurso essencial – quer em casa, na escola, no local de trabalho, em terrenos agrícolas ou em fábricas – e que lutam para sobreviver e prosperar dia após dia.

Nos grupos mais afetados pela escassez de água potável e saneamento adequados estão os grupos mais pobres ou que sofrem discriminação social tais como  minorias étnicas, mulheres, crianças, refugiados, povos indígenas, pessoas com deficiências e outras minorias.

Alguns dos motivos de discriminação que determinados grupos enfrentam no acesso à água dizem respeito ao sexo, género, raça, etnia, religião, condição de nascimento, casta, língua, nacionalidade, incapacidade, idade, estado de saúde e situação económica e social. Fatores como a degradação ambiental, as mudanças climáticas, o crescimento demográfico, os conflitos, os fluxos migratórios e a deslocação forçada, podem também contribuir para a marginalização de grupos no acesso à água potável.

Como fazer face ao desafio

No seguimento da resolução histórica da Assembleia Geral das Nações Unidas que, em 2010, reconheceu o acesso à água como um direito humano, é exigido aos Estados-Membros que criem condições para fornecer acesso universal à água e ao saneamento, sem discriminação e priorizando os mais desfavorecidos – um dever estabelecido, porventura, no ODS 6.

Para fazer face ao desafio o Relatório destaca a importância da ação comunitária que reflita valores morais, um entendimento científico, "pontos de inflexão" e "resiliência". Melhorar a gestão dos recursos hídricos e fornecer, a todos, o acesso a água potável e saneamento seguros e acessíveis financeiramente são ações essenciais para erradicar a pobreza e garantir que “ninguém seja deixado para trás” no caminho rumo ao desenvolvimento sustentável.

Mais especificamente, as medidas passam por transformar acordos políticos em regras juridicamente vinculativas; garantir a distribuição dos serviços de água e saneamento de forma equitativa; exercer as normas internacionais do trabalho elaboradas pelos constituintes (governos, empregadores e trabalhadores) e estabelecer instrumentos de soft-law (resoluções, comentários gerais, princípios, diretrizes e códigos de conduta) que possam influenciar o desenvolvimento do direito internacional e incentivar as organizações não-governamentais (ONGs) a promoverem a participação ativa do público nestas matérias – já que se verifica que se tornam cada vez mais influentes na formulação de políticas.

Pelas palavras do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a mudança passa por “encorajar a cooperação para enfrentar a crise mundial da água e fortalecer a nossa resiliência face aos efeitos das mudanças climáticas de forma a garantir o acesso à água a todos, especialmente aos mais vulneráveis”.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável recupera 17 desafios ambiciosos com o objetivo de serem erradicados pela comunidade global. Estes 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) incluem metas para o acesso à água potável e ao saneamento, bem como metas para enfrentar a desigualdade e a discriminação e muitos outros objetivos fundamentais para “não deixar ninguém para trás” e “alcançar o mais desfavorecido primeiro”.

Fonte: https://www.unric.org/pt/actualidade/32504-um-direito-humano-privado-a-mais-da-metade-da-populacao-mundial

 

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publicado por essmo-becre às 20:25
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