Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

Frida Kahlo

0-infopedia.jpg

"Autorretrato com Macacos", óleo sobre tela de Frida Kahlo, 1943

 

Pintora mexicana, Magdalena Carmen Frieda Kahlo nasceu no dia 6 de julho de 1907 em Coyoacàn, um subúrbio na Cidade do México, e morreu a 13 de julho de 1954.

Filha, com mais três irmãs, de Matilde Calderón e do famoso fotógrafo Guillermo Kahlo, Frida insistia em dizer ter nascido em 1910, o ano do início da Revolução Mexicana. Este dado é revelador da sua necessidade em se vincular a um momento histórico tão significativo para o México e, portanto, para ela própria. Acreditava, assim, que ela e o Novo México haviam nascido ao mesmo tempo.

A sua vida inteira foi atormentada pelo sofrimento. Foi atacada por uma grave doença, poliomielite, aos 6 anos, o que fez com que a sua perna esquerda ficasse mais curta que a direita, dando azo a ser gozada pelas outras crianças. A jovem Frida, que mostrava já um forte carácter, decidiu que iria ser médica, o que, na altura, não era uma profissão muito comum para uma mulher. Mas com 15 anos mais um acontecimento trágico ocorreu na sua vida, alterando-a para sempre: em 1925, quando regressava da escola, um comboio colidiu com o autocarro em que seguia.

Em 21 de agosto de 1929, Frida casou com Diego Rivera, um famoso pintor de murais, passando a morar em diversos países, entre os quais os Estados Unidos da América, onde o seu marido era convidado a pintar. A sua passagem por outros países deu-lhe material para a produção de obras que refletiam a relação do México com o estrangeiro, especialmente com os Estados Unidos, pois a proximidade física, os problemas de limites e fronteiras, bem como a própria relação com o imperialismo levaram-na a produzir usando esta temática.

Ela e o marido combinavam em muitos aspetos. Antes de mais, na arte, depois nos ideais do comunismo, e ainda no interesse comum pela cultura tradicional dos índios mexicanos. Mas o seu conturbado casamento, a sequência de infidelidades do marido e as separações fizeram com que a vida e obra de Kahlo se confundissem com a vida e obra de Rivera. Por muito tempo pensava-se que ela fosse um apêndice dele, que não tivesse uma existência própria, o que foi sempre reforçado pelas declarações de Kahlo sobre a sua dedicação e sobre se considerar uma seguidora dele.

A fragilidade da sua saúde levou-a a hospitalizar-se inúmeras vezes para tratar de problemas isolados, assim como para tratar sequelas dos problemas físicos preexistentes. Um aborto espontâneo conduziu-a ao hospital, em Detroit (1932), pondo fim à esperança de ter um filho, facto que se tornou uma temática frequente em sua obra. Em alguns auto-retratos incluía o seu macaco-aranha de estimação como um filho substituto, representando-o como o ícone de Cristo quando criança. Algumas das suas pinturas eram bastante sanguinárias, mostrando órgãos esventrados, podendo-se estabelecer, mais uma vez, comparações com Cristo e a imagem do Sagrado Coração.

[...]

1-infopedia.jpg

"O Abraço de Amor do Universo, a Terra, Eu, o Diego e o Sr. Xolotl", óleo sobre tela de Frida Kahlo, 1949

Frida era admirada, não apenas pelo seu marido, mas por artistas e críticos espalhados por todo o Mundo. O surrealista francês André Breton teve um papel fundamental no reconhecimento americano da obra de Frida. Mas apesar de agradecer o respeito de Breton, rapidamente negou qualquer envolvimento no movimento surrealista dizendo: "Nunca pintei os meus sonhos. Pintei apenas a minha realidade". E a sua realidade era de paixão e de sofrimento.

Em 1953, a sua perna foi amputada e no ano seguinte foi novamente hospitalizada por dois meses, para se recuperar de uma broncopneumonia, morrendo na madrugada do dia 13 de julho. Existe alguma especulação em redor da sua morte, surgindo a ideia de que ela se terá suicidado pondo um fim à sua vida de sofrimento.

Frida Kahlo foi a primeira mulher latino americana a vender um quadro por um milhão de dólares.

 

 

Frida Kahlo in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-07-06 10:33:14]. Disponível na Internet: 

Nascimento da pintora mexicana Frida Kahlo

0001-Leme-FridaKhalo.jpg

 

A 6 de julho de 1907, nasce, em Coyoacán, a pintora nexicana Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, mais conhecida por Frida Kahlo.

Criou inúmeros retratos e autorretratos, produzindo obras inspiradas na natureza, nos artefactos mexicanos e até num acontecimento trágico: um marido que assassina a mulher com um faca e que, perante o juiz afirma ter-se tratado apenas de unos cuantos piquetitos! (umas facadinhas de nada).

As suas criações, inspiradas na cultura popular do México, só passaram a ser conhecidas no mundo da arte nos anos 70 do século passado.

 

Fonte: https://www.leme.pt/magazine/efemerides/0706/nascimento-de-frida-kahlo.html

Frida Kahlo

Frida_Kahlo,_by_Guillermo_Kahlo.jpg

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (Coyoacán, 6 de julho de 1907 — Coyoacán, 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana.

 

A partir desta sexta-feira, 6 de Julho, as paredes do Centro Português de Fotografia, no Porto, vestem-se de Frida Kahlo. Não com coroas de flores ou vestidos coloridos, mas com fotografias do acervo pessoal da pintora mexicana, guardadas pela própria durante a vida. Origens, A Casa Azul, Política, Corpo Acidentado, Amores e Fotografia são os temas em que se divide a exposição, intitulada de Frida Kahlo — as suas fotografias, que conta com 241 imagens distribuídas por três salas.

A exposição propõe ao visitante um passeio pela intimidade da artista: fotografias de Frida ainda em criança e da sua família permitem entrar no seio familiar da pintora e conhecer os seus pais, avós e tios. Algumas imagens são acompanhadas de mensagens escritas pela artista, que ajudam a identificar as pessoas fotografadas. São desvendados outros pormenores, por exemplo, a forma como o pai, fotógrafo, influenciou o seu percurso artístico. Em que medida? "Não só pela importância que a fotografia adquire na vida de Frida, mas também como se manifesta no seu trabalho. Os auto-retratos que pinta fazem lembrar uma fotografia, ela olha-nos de frente", responde Rui Pereira, director da Terra Esplêndida, que acompanhou o P3 numa visita à montagem da exposição. 

Para já, as molduras estão no chão, pousadas abaixo do local que estão prestes a ocupar. Os cálculos já estão feitos, dentro de pouco tempo vão ser penduradas de acordo com os planos desenhados. Ainda que seja preciso baixar o olhar para as ver, é possível encontrar pormenores e descobrir, em cada fotografia, uma história. Percebe-se, por exemplo, que nas mãos de Frida as fotografias funcionavam como um instrumento de trabalho, não eram imaculadas. A artista, descreve Rui Pereira, recortava partes de fotografias para as transformar em pinturas ou, simplesmente, para retirar da imagem pessoas de quem não gostava. Assim se encontram nas molduras imagens que mostram pessoas sem cara ou totalmente recortadas. Mas a artista também imprimia sentimentos positivos nas suas imagens, como se vê pela marca de um beijo numa foto do seu marido, Diego Rivera.

Visitar as três salas permite entrar em contacto com momentos determinantes da vida da artista. Desde o acidente que a incapacitou à recuperação, passando por imagens de homens e mulheres com quem mantinha relações extraconjugais, as fotografias mostram como Frida se comportava, relacionava e via o mundo. A exposição já passou por Lisboa, em 2012, e recebeu cerca de 17 mil visitantes, mas Rui Pereira espera “bater os números” da capital. “Sempre quisemos trazer a exposição ao Porto e agora é o momento”, afirma. A inauguração, às 10h, vai contar com a presença de Hilda Trujillo Soto, directora do Museu Frida Kahlo, que também vai estar na Reitoria da Universidade do Porto, no dia 7 de Junho às 16h, para falar sobre a instituição cultural e as fotografias da pintora mexicana.

Frida Kahlo - as suas fotografias poderá ser visitada até 4 de Novembro. Além das imagens, estará também em exibição um documentário sobre a vida da artista. O preço do bilhete é de oito euros para o público geral e de seis euros para estudantes, mas há preços especiais para crianças, famílias e grupos, que podem ser consultados aqui. Parte da receita angariada reverte a favor da Associação Salvador, que promove a integração de pessoas com deficiência motora.  

Frida  Kahlo, por Lola  Álvarez  Bravo,  ca.  1944  ©Museu  Frida  Kahlo  Frida  pintando  o  retrato  de  seu  pai, por  Gisèle  Freund,  1951  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  no  hospital  de  Nova  Iorque,  por  Nickolas  Muray,  1946  ©  Museu  Frida  Kahlo
Frida  pintando  na  sua  cama,  Anónimo,  1940.  De  pé,  ao  seu  lado,  Miguel  Covarrubias  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  de  barriga  para  baixo,  por  Nickolas  Muray,  1946  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  Kahlo  recém-operada,  por  Antonio  Kahlo,  1946  ©  Museu  Frida  Kahlo
Frida  com  5  anos,  Anónimo,  1912  ©  Museu  Frida  Kahlo  Diego Rivera  (no  seu  estúdio  San  Ángel),  Anónimo,  ca.1940  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  Kahlo  na  Casa  Azul,  Anónimo,  1930©  Museu  Frida  Kahlo
Frida Kahlo  com  o  médico  Juan  Farill,  por  Gisèle  Freund,  1951  ©  Museu  Frida  Kahlo  Nickolas  Muray  e  Frida  Kahlo,  por  Nickolas  Muray,  1939  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  Kahlo,  por Guillermo  Kahlo,  1932©  Museu  Frida  Kahlo

 

Fonte: https://www.publico.pt

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.