Sábado, 27 de Janeiro de 2018

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Assinalam-se hoje 73 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz, local onde morreram mais de 1,3 milhões de pessoas.

Neste dia em que se recordam as vítimas do Holocausto, muitos são os meios de comunicação social (e não só!) que relatam episódios do extermínio nazi. 

Qual a intenção? É preciso não esquecer!

As Nações Unidas escolheram este dia por se tratar do aniversário da libertação do Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau pelas tropas soviéticas em 1945. 

É um dia em que as Nações Unidas lembram os seis milhões de homens, mulheres e crianças judeus que morreram vítimas do regime nazi. António Guterres lembra que o antissemitismo persiste e que existe um aumento de outras formas de preconceito: "Quando os valores da humanidade são abandonados, onde quer que sejam, todos nós ficamos sob risco." -

Veja a mensagem do Secretário-geral na íntegra aqui 👇

 

 

Fonte: Centro Regional de Informação das Nações Unidas

 

Mas nem só as Nações Unidas lembram este dia. Muitas são as estruturas, organizações e instituições que também o fazem, bem como Governos de muitos países.

 

publicado por essmo-becre às 08:38
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

27 de janeiro - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

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publicado por essmo-becre às 15:36
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

Na sequência do texto do post anterior...

DIA INTERNACIONAL DE RECORDAÇÃO DO HOLOCAUSTO

O horror de Auschwitz e do holocausto por quem o escreveu na primeira pessoa: Primo Levi

 

Autor: TIAGO PALMA

© 2016 Observador On Time

 

O mais sangrento dos campos de concentração foi libertado há 71 anos. É hoje o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto. E poucos como Primo Levi escreveram sobre ele. Viveu-o. Sobreviveu-lhe.

Primo Levi.jpg                                                                                   Rene Burri/Magnum

Isto é o inferno. Hoje, nos nossos dias, o inferno deve ser assim: uma sala grande e vazia, e nós, cansados, de pé, diante de uma torneira gotejante, mas que não tem água potável, esperando algo certamente terrível, e nada acontece, e continua a não acontecer nada. Como é possível pensar? Não é mais possível; é como se estivéssemos mortos. Alguns sentam-se no chão. O tempo passa, gota a gota. Primo Levi, “Se Isto é um Homem” (1947)

11 de abril de 1987. Na manhã em que Primo Levi morreu – o relatório da polícia italiana aponta para uma tese de suicídio, relatando que Levi se atirou mortalmente do terceiro andar de casa, em Turim –, Elie Wiesel, autor de “A Noite” (também sobre a experiência de horrores vivida num campo de concentração nazi) e prémio Nobel da Paz em 1986, escreveu: “Primo Levi não morreu hoje. Morreu há quarenta anos, em Auschwitz.” Levi tinha 67 anos à data do suicido.

Não é (nem nunca foi) uma teoria da conspiração por parte de Wiesel dizê-lo. É antes a constatação de que o homem-Levi, químico, resistente anti-fascista na frente de guerra, não voltou de Auschwitz homem, mas apenas um corpo, com memória e uma mão com que escrever.

Aos 24 anos foi transportado para Auschwitz. Ele e outros seiscentos e cinquenta judeus italianos. Estávamos em fevereiro de 1944. Deles, só vinte sobreviveram — Levi incluído. Quando se viu, enfim, libertado pelo exército soviético, a 27 de janeiro de 1945, ao fim de 11 meses de privação e indignidade humana, Levi havia envelhecido, não 11 meses, mas décadas. Não só fisicamente. Mas serviu-lhe a experiência, de morte, não a sua mas a que testemunhou dia-a-dia à sua frente, todos os dias, a experiência de sobreviver quase miraculosamente — a resiliência fez o resto –, essa experiência-limite permitiu-lhe escrever, por exemplo, “Se Isto é Um Homem” (a trilogía de Auschwitz completa-se com “A Trégua” e “Os que Sucumbem e os que se Salvam”).

Nem só sobre o holocausto escreveu Primo Levi, mas quando o fez, mais do que procurar culpados ou explicações, narrou. Simplesmente isso: narrou o horror, sem artifícios, com crueza, a vida no mais sangrento dos campos de concentração do Terceiro Reich. O campo foi libertado há 71 anos. E também por isso se assinalada, nesta data e desde 2005, o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto.

Mais do que ler a não-ficção de autores como Levi, Wiesel ou Imre Kertèsz, mais do que ver no cinema ou em casa “A Lista de Schindler” e, mais recente, “Filho de Saul”, de Laszlo Nemes (o filme recebeu o Grande Prémio de Cannes e o Globo de Ouro para Melhor Filme Estrangeiro), mais importante que isso é ler os relatos, sem polimentos literários ou de realização, como os que Levi (a par com Leonardo de Benedetti) escreveu em “Assim foi Auschwitz”. Em 1945, no rescaldo do fim da Guerra e da libertação dos campos de concentração pelos aliados, o exército soviético pediu a Primo Levi e a Benedetti, seu companheiro de campo, que redigissem, em detalhe, como eram as condições de vida lá. O resultado foi um dos primeiros relatórios alguma vez realizados sobre os campos de extermínio. Os textos de Levi, inéditos, finalmente trazidos à estampa no último ano, têm um valor histórico e humano tão importante hoje, 71 anos volvidos sobre o fim da Segunda Guerra, como quando este os escreveu.

Lá, Levi escreveu — o mesmo Levi que, em “Se Isto é Um Homem”, sentia mais culpa por ter sobrevivo (e os outros não) do que culpava os nazis pelo extermino — que “a responsabilidade repousa colectivamente sobre todos os soldados, sargentos e oficiais da SS destacados em Auschwitz”. O livro “Assim foi Auschwitz” serviu também para, ao longo das décadas — e ainda nos nossos dias –, trazer ex-carrascos aos tribunais. Julgá-los. Para que a história os recorde como isso: carrascos. Por outro lado, é também importante perceber que Primo Levi considera que, mais do que o mero extermino de judeus, os campos de concentração serviam para impulsionar a própria economia da Alemanha.

Escrevia Levi: “Os campos não eram um fenómeno marginal: a indústria alemã baseava-se neles; eram uma instituição fundamental do fascismo na Europa e os nazis não o escondiam: mais do que mantê-los, alargavam-nos e aperfeiçoavam-nos.”

Num sábado, dia 11 de Abril, em 1987, por volta das 10 horas da manhã, a porteira de um prédio na avenida Corso Rei Umberto, em Turim, tocou à porta do 3.º andar para, como em todos os dias, entregar o correio. Primo Levi abriu-lhe a porta, sorriu-lhe e recebeu-o. Voltou a entrar em casa. Poucos minutos depois o seu corpo estatelava-se no fundo da escada, ao lado do elevador. Morreu instantaneamente. Primo Levi sobreviveu ao holocausto no pior dos campos de concentração. Não sobreviveu aos dias fora dele — mas com ele por dentro, vivo, a remoer-lhe.

 

 

in Observador [em linha]. Lisboa: Observador On Time. [consult. 2016-01-27 19:32:35]. Disponível na Internet: http://observador.pt/2016/01/27/horror-auschwitz-do-holocausto-escreveu-na-primeira-pessoa-primo-levi/

publicado por essmo-becre às 19:22
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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014

Ainda Aristides...

Sousa Mendes homenageado nos EUA em noite histórica para judeus.

 

Clique aqui para saber mais.

 

 

 

 

 

 

publicado por essmo-becre às 13:09
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Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

  

Holocausto: A importância de "não esquecer"

                              

 

 

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, visita o campo de concentração nazista em Auschwitz-Birkenau, na Polónia, onde milhões de judeus e membros de outras minorias foram mortos durante a Segunda Guerra Mundial.

Foto: ONU/Evan Schneider

 

O secretário-geral da ONU afirma que "o mundo não deve esquecer, negar ou minimizar Holocausto. Devemos manter-nos sempre em alerta e temos de fazer mais, muito mais, para promover a igualdade e as liberdades fundamentais.”

 

The Path to Nazi Genocide

 

 

O Museu do Holocausto Norte-americano, apresenta quer in loco quer online, um conjunto de informação detalhada sobre este período trágico da história da humanidade.

 

De entre muitas, selecionámos a exposição online intitulada "Alguns eram vizinhos". Veja-a aqui.

 

 

publicado por essmo-becre às 01:42
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