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Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

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Citação do dia

Dia Mundial da Ciência|Dia Nacional da Cultura Científica

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O Dia Mundial da Ciência tem o seu lugar na agenda mundial a 24 de novembro.

O objetivo do Dia Mundial da Ciência é enaltecer o papel da ciência para o desenvolvimento humano, assim como destacar grandes nomes da ciência, colocar desafios para o futuro e instigar o gosto pela ciência nas gerações mais novas.

O Dia Nacional da Cultura Científica assinala-se, igualmente, a 24 de novembro.

Este Dia Nacional da Cultura Científica foi criado em 1996 em Portugal. Foi escolhido o dia 24 de novembro para a sua celebração pois foi neste dia (em 1906) que nasceu Rómulo de Carvalho, o professor de Física e Química responsável pela promoção do ensino de ciência e da cultura científica em solo nacional. Rómulo de Carvalho foi também poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão.

Em novembro, a 10, celebra-se ainda o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento promovida pela UNESCO

Deixamos aqui um vídeo em que Manuel Freire canta o poema de António Gedeão "Pedra Filosofal".

 

 

Fontes:

https://blog.science4you.pt/curiosidades/dia-mundial-da-ciencia/ 

https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-ciencia/

https://www.calendarr.com/portugal/dia-nacional-da-cultura-cientifica/

 

 

RÓMULO DE CARVALHO/ANTÓNIO GEDEÃO (1906-1997)

 

 

Faz hoje anos que nasceu Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, figura notabilíssima da nossa Cultura. De facto, foi a 24 de novembro de 1906 que nasceu este professor, pedagogo e autor de manuais escolares, historiador da ciência e da educação, divulgador científico e poeta. E é, também, em sua homenagem que hoje se celebra o Dia Nacional da Cultura Científica.

 

Para saber mais sobre esta personalidade clique aqui, sítio do Instituto Camões.

 

 

 

 

 

 

Pedra Filosofal


Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.

 

eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.

 

Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.

 

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.

 

In Movimento Perpétuo, 1956

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