Quarta-feira, 21 de Junho de 2017

Jean-Paul Sartre

0-sartre.jpg

 

Escritor e filósofo francês, Jean-Paul Sartre nasceu a 21 de junho de 1905, na cidade de Paris. Filho de um oficial da marinha que morreu quando Sartre era ainda criança, mudou-se com a mãe, sobrinha-neta do famoso médico e escritor Albert Schweitzer, para junto do avô. 


A família partiu para La Rochelle em 1917, por ocasião do casamento da mãe em segundas núpcias. Após ter frequentado o Lycée Louis-le-Grand, licenciou-se pela Ècole Normale Supérieure em1929, onde conheceu Simone de Beauvoir que se viria a tornar na sua companheira. A partir de 1931 trabalhou como professor, tendo a possibilidade de viajar pelo Egito, Grécia, Itália e Alemanha, onde estudou a filosofia de Edmund Husserl e Martin Heiddeger.

Em 1938 publicou o seu primeiro romance, La Nausée ( A Náusea ), em que exprimia de forma pessimista a sua constatação do absurdo da vida, e o consequente ateísmo. No ano seguinte, e com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, foi engajado para o serviço militar, mas foi capturado pelos alemães ao fim de um ano e libertado em 1941. Juntou-se então à Resistência, e contribuiu para publicações periódicas como Les Lettres Françaises e Combat .

Em 1943 publicou a sua primeira peça de teatro, Les Mouches ( As Moscas ), escrita em moldes da tragédia grega e recorrendo à temática da suamitologia, e em que procura afirmar a doutrina do existencialismo, de que a responsabilidade dos atos do indivíduo recai sempre sobre si mesmo, e constitui o melhor exercício da liberdade.

Com o armistício fundou uma revista, a Les Temps Modernes , de teor literário e político. Decidiu então dedicar-se inteiramente à escrita e às atividades políticas marxistas. Em 1946 apareceu o seu estudo, L'Existencialisme Est Un Humanisme , uma espécie de manifesto da filosofia existencialista, e La Putain Respectueuse . Les Mains Sâles ( As Mãos Sujas ) foi publicado em 1948.

Visitou a União Soviética após a morte de Estaline, ocorrida em 1953, mas a azáfama política esgotou-o ao ponto de ter de ser internado durante dez dias num hospital. Defendeu a causa da liberdade do povo húngaro em 1956 e da do checo em 1968.

Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1964, mas recusou a honra como forma de protesto contra os valores da sociedade burguesa. Uma organização terrorista contra a independência da Argélia colocou duas bombas no seu apartamento, uma em 1962 e outra no ano seguinte.

Foi presidente do tribunal criado por Bertrand Russell para julgar a conduta militar norte-americana na Indochina em 1967. Apoiou vivamenteos acontecimentos do 'maio de 68'. Em 1970 foi detido pela polícia por vender propaganda maoista, na época proibida em França.

Um surto de glaucoma foi prejudicando gradualmente a sua visão a partir de 1975, até o ter cegado quase completamente no fim da sua vida, que ocorreu a 15 de abril de 1980 em Paris, devido a problemas pulmonares.

 

Jean-Paul Sartre in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-06-21 13:33:45]. Disponível na Internet:

publicado por essmo-becre às 14:04
link do post | comentar | favorito

.Citação do dia

.Catálogo On-Line

Bibliotecas do Agrupamento

.Tutorial - consulta do catálogo

.Sugestões

Pela primeira vez, as cartas de amor de Fernando Pessoa e de Ofélia Queiroz são apresentadas em edição conjunta. Uma edição conjunta é a forma mais adequada para dar a ler uma correspondência, que pressupõe sempre um diálogo, uma interação, a existência concreta de dois interlocutores. Cada carta é, em si mesma, ou a resposta a outra carta ou pretexto para ela. Até quando o destinatário opta por não responder, de algum modo, o seu silêncio se inscreve na carta seguinte. Assim, uma relação amorosa, sustentada epistolarmente, como a de Pessoa e Ofélia, só é, na verdade, entendível quando os dois discursos se cruzam e mutuamente se refletem. Neste livro a ideia comum de que estaríamos perante um namoro platónico, sem réstia de erotismo, desfaz-se por inteiro. Vemos, enfim, surgir um Pessoa diferente do outro lado do espelho. Um Pessoa não só sujeito e manipulador da escrita, mas um Pessoa indefeso, objeto do discurso (e do afecto) de outrem, personagem de uma história real. Fonte:"https://www.wook.pt/livro/cartas-de-amor-de-fernando-pessoa-e-ofelia-queiroz-fernando-pessoa/13029623"

.pesquisar

 

.links

.Rádio miúdos

https://www.radiomiudos.pt/

.Música

.posts recentes

. Evolucionismo | casa das ...

. MILD - Manual de Instruçõ...

. Licenças creative commons...

. Seguranet: alguns recurso...

. Internet Segura

. Dia da Internet +Segura 2...

. Manual de instruções para...

.subscrever feeds

.Visitantes

.Professor bibliotecário: ode

.Fevereiro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

.tags

. todas as tags