Terça-feira, 23 de Abril de 2019

Dia Mundial do Livro: Contra a ignorância, marchar, marchar

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Porque a “leitura é uma boa causa”, porque “não ler não é opção” e porque “não se pode dar a democracia por adquirida”, a comissária do Plano Nacional de Leitura 2027, Teresa Calçada, convida “todos os que gostam de livros, leitura e palavras” a manifestarem-se no Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, que se comemora a 23 de Abril.

“ManiFESTA-te pela leitura” foi o nome dado ao desfile, em  que se destaca propositadamente a palavra “festa”, e que partirá, às 14h30 desta terça-feira, da Praça Luís de Camões rumo aos Armazéns do Chiado, com a participação de artistas e músicos do Chapitô. Na divulgação, fala-se num “momento festivo de celebração do livro, dos autores e dos leitores”.

A marcha irá contar com a presença de alunos e professores já mobilizados, mas não se resume aos estudantes e ao ensino, “é uma causa de todos nós”, diz Teresa Calçada ao PÚBLICO, lembrando que nesta fase do Plano Nacional de Leitura (PNL) “se valoriza bastante a formação e cultura dos adultos”. Acrescenta ainda: “Nós não damos o exemplo aos mais novos, não temos atitudes leitoras.”

A comissária do PNL aplaude a leitura “de qualquer tipo e em qualquer suporte” e acredita que “ler é o melhor do mundo”. Realça ainda o desejo de “dar a ler” por parte de quem experimentou “o sabor da leitura literária”. Para concluir: “Ler é algo que não se pode perder.”

Ainda que se possa ler em vários suportes, Teresa Calçada diz não se envergonhar de dizer: “Viva o livro em papel!” Por isso convida os participantes a levar um livro para a manifestação. A organização irá erguer o “simulacro de um livro, com algo escrito como ‘eu leio’ ou ‘eu sou o que leio’”, antecipa.

Pediram aos miúdos que fizessem cartazes com frases à sua escolha e realçando aspectos particulares da leitura. E porque se trata de uma manifestação, “haverá um megafone” e os manifestantes terão à disposição na Praça Luís de Camões canetas, sprays, cartões e demais materiais para que possam criar os seus próprios cartazes.

“Sabemos que as pessoas se inibem, mas não podemos dar a democracia por adquirida”, diz aquela responsável, formada em Filosofia, e que escolheu para o seu cartaz a frase “abaixo a ignorância”. Argumenta ainda: “Temos de saber escolher e validar as nossas leituras, sem nos envergonharmos.”

Honrar bibliotecas e livrarias

Teresa Calçada, que esteve na origem da criação das redes de bibliotecas municipais e escolares, lembra como estas continuam a ser imprescindíveis: “Pensa-se que basta o Google e já está. Mas não. Ainda que seja útil e os bibliotecários o usem — e fazem bem —, não basta.”

Nesta marcha, o PNL quer também honrar as livrarias, “que, mesmo com muitas dificuldades, não desistem de fazer chegar o livro aos leitores, com muitas variedades e possibilidades”. Por isso haverá breves paragens para leituras em livrarias de natureza diferente: BD Mania, Bertrand, Férin e Fnac Chiado. Autores, editores e livreiros escolherão textos, inéditos ou não, para dar a conhecer aos manifestantes.

Ainda na Praça Luís de Camões, poder-se-á escutar um pouco d’ Os Lusíadas, pela voz do actor e encenador António Fonseca; mais adiante, será a vez de se ouvir o escritor José Luís Peixoto, a editora e proprietária do café literário Menina e Moça, Cristina Ovídio, entre outros profissionais do livro e da leitura.

Pelo caminho, além de breves apontamentos musicais, haverá uma pequena peça, interpretada por actores do Chapitô, “trata-se uma elegia à leitura”, diz Teresa Calçada.

À chegada ao Chiado, nova performance do Chapitô e um jovem a ler da janela dos armazéns. Seguir-se-á uma breve saudação do secretário de Estado da Educação, João Costa, e da própria Teresa Calçada. Aí, os manifestantes serão informados de que no fórum da Fnac haverá uma conversa sobre o livro e que jovens do ensino secundário prosseguirão com leituras no café Menina e Moça (Cais do Sodré).

Fonte: https://www.publico.pt/2019/04/22/culto/noticia/dia-mundial-livro-ignorancia-marchar-marchar-1870018

 

 

publicado por essmo-becre às 12:52
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«Nos anos de 1986 e 87, a jornalista Antónia de Sousa gravou uma série de conversas com o pensador Agostinho da Silva, «pautadas de reflexões mas também de muitos risos». São estas conversas, que até hoje permaneceram inéditas, que compõem o volume agora dado à estampa. Um livro indispensável, uma "leitura fascinante" de Portugal e dos portugueses, dos mitos fundadores da nacionalidade e da identidade nacional, às figuras e às obras de gente como o Pe. António Vieira ou o poeta Fernando Pessoa, que ajudaram a definir o país que somos e que sonhámos.» Fonte: www.fnac.pt

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