Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Há algum tempo atrás tive o prazer de ler o livro "Se isto é um homem" de Primo Levi. Primo Levi foi um químico e escritor italiano que, por ser judeu, foi aprisionado num campo de concentração nazi. No Livro "Se isto é um homem", provavelmente o mais conhecido de toda a sua obra, é-nos dado um relato na primeira pessoa da sua estadia no campo.

O ser humano é capaz de grandes maravilhas mas também de grandes desastres e crueldades. Aquilo pelo qual Primo Levi e milhões de outros judeus passaram foi pura e simplesmente desumano, animalesco e bestial (no sentido primórdio da palavra). Os campos de concentração, as perseguições, as crenças e propaganda infundadas contra uma religião são exemplos de como é rebaixada a condição humana. (Nota: podíamos basear-nos nesta frase e fazer a transposição para os dias de hoje com os campos de refugiados sírios, os estereótipos da religião muçulmana e a ideia (completamente errada) de que os terroristas são todos muçulmanos ou, por outra (e ainda pior), todos os muçulmanos são terroristas.)

Tudo isto porque hoje, dia 27 de janeiro, se comemora o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Hoje não vim aqui queixar-me do que não tenho mas sim agradecer o que tenho.

A verdade é que, por muito que nos desse jeito aquele carro novo para substituir o outro ou por muito grande que seja a vontade de ir ao cinema mais vezes, não nos podemos esquecer que o básico, o essencial àquela que é a condição humana, nós temos. Por hoje ser o dia que é resolvi abordar o Holocausto, no entanto, ainda hoje, tanto na África Subsariana como às portas da Europa e até mesmo nos países ditos desenvolvidos, há pessoas que lutam pela sobrevivência, que lutam para poderem ser chamadas pessoas.

Caro(a) leitor(a), reserve uns minutos do seu tempo para uma introspeção, reflita sobre o que tem. Tente abstrair-se desses desejos materiais e dessa ambição excessiva. Olhe mesmo para quem tem ao seu lado. Todos temos os nossos defeitos mas há quem não tenha ninguém a quem apontar defeitos.

Remato recomendando vivamente a leitura do livro de Primo Levi acima referido. É um perfeito exemplar de um livro que não só nos transporta para outra realidade como também nos faz olhar de forma diferente para nós.

 

Paulo Vasconcelos

12º ano

publicado por essmo-becre às 15:20
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