Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Ricardo Coração de Leão

Ricardo regressara a Portugal, acompanhado de Liliane, com a experiência de ter vivido o Maio de 68. Jornalista de profissão, voltara para o República, onde tentava evitar qualquer censura interna. Tinha partido com a ideia de escrever um livro, mas nunca tinha conseguido concretizar tal objectivo. Por cá, os amigos rodeavam-no querendo saber novas de França e Ricardo finalmente encontrou alguma tranquilidade para organizar pensamentos numa quinta, onde se predispôs a escrever a história da família. Dividido em dois volumes, esta é a primeira parte do díptico «Duas Vidas Portuguesas», em que a segunda história recorre a um protagonista diferente, também ele de nacionalidade portuguesa, que atravessou a geração de 60 a 80. José-Augusto França apresenta assim, com a mestria que lhe é característica, duas realidades fortemente marcadas pela vivência de dois lusos em terras francesas e as influências daí inerentes.

in www.webboom.pt

 

Ricardo Coração de Leão não é «um romance histórico», como o seu título pode fazer supor: as amigas do herói assim lhe chamavam por gosto e proveito, mas, universitário e jornalista, Ricardo viveu, em Portugal, crises dos anos 60 e 70 e, em França, o Maio de 1968. Depois, entre amores e desamores, incógnita e ocasionalmente cruzados, instalou-se numa quinta que fora dos Templários, a escrever, mais ou menos, a história da família. É o primeiro volume do díptico «Duas Vidas Portuguesas», cujo segundo, intitulado João sem Terra, por compreensível sugestão, põe outro protagonista da mesma geração a emigrar para França, recusando a guerra colonial. Repensando os temas, não será, porém, errado achar que Ricardo Coração de Leão, como João sem Terra, são «romances históricos», por representarem duas vidas portuguesas dos anos 60 a 80, ou mais…

da Contracapa

 
José Augusto França, nasceu em 1922 na cidade de Tomar. Professor jubilado da Universidade Nova de Lisboa, onde criou o Mestrado de História da Arte, é vasta a sua obra no campo do estudo das artes plásticas em Portugal. Entre 1947-1949 participou nas actividades do Grupo Surrealista de Lisboa. Durante a sua estada em França, de 1959 a 1964, como bolseiro do governo gaulês, elaborou as obras La Lisbonne de Pombal, publicada em 1965, com prefácio de Pierre Francastel, e Le Romantisme au Portugal, publicada em 1975. Regressou a Portugal em 1964. Foi o director da revista Colóquio / Artes até ao seu último número (1971-1996) e de 1980 a 1986 dirigiu o Centro Cultural Português de Paris. Entre as diversas obras que escreveu e publicou até agora, contam-se A arte em Portugal no século XIX e A arte em Portugal no século XX, Lisboa, urbanismo e arquitectura e 100 Quadros portugueses do século XX.

in www.biblarte.gulbenkian.pt
publicado por essmo-becre às 15:54
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