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Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

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O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches nasceu a 19 de Julho de 1885

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Aristides de Sousa Mendes


Aristides de Sousa Mendes foi um Diplomata português que durante a II Guerra Mundial salvou mais de 30.000 vidas da perseguição Nazi, em 1940, no que é considerado como a maior acção de salvamento empreendida por uma pessoa individual.

"Era verdadeiramente a minha intenção salvar toda aquela gente."

Aristides de Sousa Mendes: o Herói Sem Capa

Um cônsul que quebrou as regras e salvou vidas num dos piores cenários da história, só depois de morto foi reconhecido como o Homem de valor que foi.

Aristides de Sousa Mendes: pode ser um nome desconhecido para muitos, mas será com certeza, um nome bem próximo para outros. Figura única da História portuguesa, um ser humano de coração bom, que salvou muitas vidas de um fim trágico. Um caso em que a história portuguesa não tratou bem os seus heróis. Mas como foi a vida e morte deste herói quase anónimo que arriscou tudo pelos outros?

 

Como Começa Esta História

Aristides de Sousa Mendes nasceu em Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal a 19 de julho de 1885, tendo-se mudado para Lisboa em 1907 após a licenciatura em Direito pela Universidade de Coimbra. No ano seguinte casou-se com a prima Angelina, com quem viria a ter catorze filhos.

Tendo enveredado pela carreira diplomática, Aristides ocupou diversas delegações consulares pelo mundo, como Zanzibar, Guiana Britânica, Brasil, Estados Unidos da América, Luxemburgo ou Espanha. O seu empenho na promoção de Portugal não passou desapercebido quando foi cônsul-geral em Antuérpia, tanto que o rei Leopoldo II da Bélgica o condecorou como oficial da Ordem de Leopoldo e mais tarde comendador da Ordem da Coroa.

Em 1938, mesmo nas vésperas do início da Segunda Guerra Mundial, Salazar nomeia-o cônsul em Bordéus, França. E este é o início da história mais importante de Aristides de Sousa Mendes.

Leia mais, aqui.

Pode também ler aqui o artigo  de hoje do jornal Expresso sobre esta figura incontornável  da história portuguesa e mundial do século XX.

Fontes:

https://expresso.pt/sociedade/2020-07-19-Assinatura-de-Aristides-de-Sousa-Mendes-autorizou-entrada-de-10-mil-a-15-mil-refugiados-em-Portugal

https://fundacaoaristidesdesousamendes.pt/

https://www.natgeo.pt/historia/aristides-de-sousa-mendes-o-heroi-sem-capa

12 de Julho de 1904: Nasce o poeta chileno Pablo Neruda

Pablo Neruda, Nobel da Literatura em 1971, autor de "Crepusculario".

 

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Nome literário do poeta, diplomata e marxista chileno Neftalí Ricardo Reyes Basoalto. Nasceu a 12 de julho de 1904 em Parral, no Chile, e morreu a 23 de setembro de 1973, em Santiago. De família humilde, viveu no sul do Chile, em Temuco. A mãe faleceu uns meses após o seu nascimento e o pai voltaria a casar. Neruda viria a ter um bom relacionamento com a madrasta, que considerou como a sua verdadeira mãe. Escreveu um dia "eu nasci para a vida, para a terra, para a poesia e para a chuva". Estudou no liceu desta cidade, entrando aos 15 anos no Instituto Pedagógico da Universidade de Santiago. Começou a escrever aos 10 de idade. Quando tinha apenas 12 anos conheceu Gabriela Mistral, uma famosa poetisa chilena, que lhe deu a conhecer os escritores clássicos que iriam influenciar a sua carreira e as suas decisões políticas. Tornou-se militante anarquista e traduziu o trabalho de Jean Grave, a notável teoria de Peter Kropotkine, um anarquista comunista. A partir de 1920 passou a usar o nome Pablo Neruda, que legalmente adotou em 1946. Em 1921 deixou Temuco e mudou-se para a capital, Santiago. O estudante romântico invadiu a vida literária da capital chilena com a sua capa de estudante. Neste ano ganhou o prémio da federação chilena de estudantes de poesia com La canción de la fiesta e a partir daí começou a publicar poemas na revista da federação, Claridad. Em 1923 escreveu o primeiro livro, Crepusculario . Para cobrir as despesas desta publicação viu-se obrigado a vender o relógio que o pai lhe tinha oferecido. Em 1924 encontrou quem lhe publicasse Viente poemas de amor y una canción desesperada . Este trabalho foi muito bem recebido pelo público e conservou a sua popularidade ao longo dos anos. Aos vinte anos e com dois livros publicados, Neruda tornou-se o poeta chileno mais conhecido. Abandonou os estudos de francês para se dedicar inteiramente à poesia. Escreveu Tentativa del hombre infinito , Anillos, em colaboração com Tomás Lago, e El hondero entusiasta .Em 1927 foi nomeado cônsul em Rangoon, Burma, e durante cinco anos representou o seu país na Ásia. Seguidamente viajou para Ceilão, Colombo, Jacarta, Java, onde casou com a sua primeira mulher, de origem holandesa. Esteve ainda em Singapura. Viveu um período de grande solidão, animado apenas pelo romance com uma jovem burmesa. Durante estes anos na Ásia escreveu Residencia en la tierra . Em 1933 foi nomeado cônsul em Buenos Aires e daí data a sua amizade com o poeta espanhol Federico García Lorca. No ano seguinte foi transferido para Barcelona e depois para Madrid onde voltou a casar, desta vez com Delia del Carril. Com o mesmo impacto literário que obteve no seu país, Neruda conquistou a Europa e o resto do mundo, a sua poesia tornou-se rapidamente conhecida. Foi um escritor bem acolhido em Espanha. Este clima de desenvolvimento poético foi subitamente interrompido pelo eclodir da guerra civil espanhola em 1936. A execução do seu amigo García Lorca, a prisão de Miguel Hernández e o sangue nas ruas contribuíram para a maturidade do poeta e para as suas atitudes políticas. Escreveu então Espanã en el corazón , publicado durante a guerra civil nas linhas da frente republicanas. Pablo Neruda regressou ao Chile em 1938, com um grupo de refugiados espanhóis. Depois desta atitude, o governo chileno mandou-o para o México onde produziu intensamente textos poéticos, inspirado na II Guerra Mundial, que assolava a Europa, posicionando-se especialmente ao lado da defesa de Estalinegrado contra a ocupação germânica. Em 1943 voltou ao Chile por mar, recebendo uma grande ovação dos seus conterrâneos. Em 1945 foi eleito senador e nos três anos seguintes consagrou a maior parte do seu tempo aos problemas do país. A atividade política de Neruda foi interrompida quando foi eleito um governo de direita. Pablo Neruda, comunista, foi forçado a ocultar a sua ideologia, assim como outros esquerdistas. Estes anos de clandestinidade foram, no entanto, proveitosos do ponto de vista da obra literária. Escreveu Canto General , um dos grandes poemas épicos escritos no continente americano. Em fevereiro de 1948, deixou o Chile, atravessando a zona sul das montanhas dos Andes a cavalo. Em junho de 1949 visitou a União Soviética para participar na celebração dos 150 anos de Aleksandr Pushkin. Visitou depois outros países da Europa e o México. Em 1952, depois da ordem para prisão dos escritores de esquerda e de figuras políticas terem sido retiradas, Neruda regressou ao Chile e casou pela terceira vez, com a chilena Matilde Urrutia. Com a sua residência na Ilha Negra, no Pacífico, viajou constantemente por vários países, entre os quais Cuba e Estados Unidos, respetivamente em 1960 e 1966. A sua poesia foi traduzida em quase todas as línguas. A poesia de Neruda representa uma constante mudança, relacionada com as experiências da sua vida. Um dos mais enigmáticos trabalhos é Residencia en la tierra onde rompeu com a forma tradicional e criou uma técnica poética altamente personalizada embora plena de realismo, que se tornou conhecida como "nerudismo". Pablo Neruda foi Prémio Nacional de Literatura, Prémio Lenine da Paz (1953) e Prémio Nobel da Literatura (1971).

Pablo Neruda. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.

wikipedia (Imagens)

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Fontes:

http://estoriasdahistoria12.blogspot.com/

 

 

Frida Kahlo

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"Autorretrato com Macacos", óleo sobre tela de Frida Kahlo, 1943

 

Pintora mexicana, Magdalena Carmen Frieda Kahlo nasceu no dia 6 de julho de 1907 em Coyoacàn, um subúrbio na Cidade do México, e morreu a 13 de julho de 1954.

Filha, com mais três irmãs, de Matilde Calderón e do famoso fotógrafo Guillermo Kahlo, Frida insistia em dizer ter nascido em 1910, o ano do início da Revolução Mexicana. Este dado é revelador da sua necessidade em se vincular a um momento histórico tão significativo para o México e, portanto, para ela própria. Acreditava, assim, que ela e o Novo México haviam nascido ao mesmo tempo.

A sua vida inteira foi atormentada pelo sofrimento. Foi atacada por uma grave doença, poliomielite, aos 6 anos, o que fez com que a sua perna esquerda ficasse mais curta que a direita, dando azo a ser gozada pelas outras crianças. A jovem Frida, que mostrava já um forte carácter, decidiu que iria ser médica, o que, na altura, não era uma profissão muito comum para uma mulher. Mas com 15 anos mais um acontecimento trágico ocorreu na sua vida, alterando-a para sempre: em 1925, quando regressava da escola, um comboio colidiu com o autocarro em que seguia.

Em 21 de agosto de 1929, Frida casou com Diego Rivera, um famoso pintor de murais, passando a morar em diversos países, entre os quais os Estados Unidos da América, onde o seu marido era convidado a pintar. A sua passagem por outros países deu-lhe material para a produção de obras que refletiam a relação do México com o estrangeiro, especialmente com os Estados Unidos, pois a proximidade física, os problemas de limites e fronteiras, bem como a própria relação com o imperialismo levaram-na a produzir usando esta temática.

Ela e o marido combinavam em muitos aspetos. Antes de mais, na arte, depois nos ideais do comunismo, e ainda no interesse comum pela cultura tradicional dos índios mexicanos. Mas o seu conturbado casamento, a sequência de infidelidades do marido e as separações fizeram com que a vida e obra de Kahlo se confundissem com a vida e obra de Rivera. Por muito tempo pensava-se que ela fosse um apêndice dele, que não tivesse uma existência própria, o que foi sempre reforçado pelas declarações de Kahlo sobre a sua dedicação e sobre se considerar uma seguidora dele.

A fragilidade da sua saúde levou-a a hospitalizar-se inúmeras vezes para tratar de problemas isolados, assim como para tratar sequelas dos problemas físicos preexistentes. Um aborto espontâneo conduziu-a ao hospital, em Detroit (1932), pondo fim à esperança de ter um filho, facto que se tornou uma temática frequente em sua obra. Em alguns auto-retratos incluía o seu macaco-aranha de estimação como um filho substituto, representando-o como o ícone de Cristo quando criança. Algumas das suas pinturas eram bastante sanguinárias, mostrando órgãos esventrados, podendo-se estabelecer, mais uma vez, comparações com Cristo e a imagem do Sagrado Coração.

[...]

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"O Abraço de Amor do Universo, a Terra, Eu, o Diego e o Sr. Xolotl", óleo sobre tela de Frida Kahlo, 1949

Frida era admirada, não apenas pelo seu marido, mas por artistas e críticos espalhados por todo o Mundo. O surrealista francês André Breton teve um papel fundamental no reconhecimento americano da obra de Frida. Mas apesar de agradecer o respeito de Breton, rapidamente negou qualquer envolvimento no movimento surrealista dizendo: "Nunca pintei os meus sonhos. Pintei apenas a minha realidade". E a sua realidade era de paixão e de sofrimento.

Em 1953, a sua perna foi amputada e no ano seguinte foi novamente hospitalizada por dois meses, para se recuperar de uma broncopneumonia, morrendo na madrugada do dia 13 de julho. Existe alguma especulação em redor da sua morte, surgindo a ideia de que ela se terá suicidado pondo um fim à sua vida de sofrimento.

Frida Kahlo foi a primeira mulher latino americana a vender um quadro por um milhão de dólares.

 

 

Frida Kahlo in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-07-06 10:33:14]. Disponível na Internet: 

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