Todos os anos, no Dia da Europa, comemorado a 9 de maio, festeja-se a paz e a unidade do continente europeu. Esta data assinala o aniversário da histórica «Declaração Schuman». Num discurso proferido em Paris, em 1950, Robert Schuman, o então Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, expôs a sua visão de uma nova forma de cooperação política na Europa, que tornaria impensável a eclosão de uma guerra entre países europeus. A sua visão passava pela criação de uma instituição europeia encarregada de gerir em comum a produção do carvão e do aço. Menos de um ano mais tarde, era assinado um tratado que criava uma entidade com essas funções. Considera-se que a União Europeia atual teve início com a proposta de Schuman.
O Dia da Europa em 2020 comemora-se nas instituições europeias no seu Dia anual de Portas Abertas, que este ano tem lugar a 9 de maio em Bruxelas e Luxemburgo e 17 de maio em Estrasburgo.
As representações da UE na Europa e as delegações da UE no resto do mundo também organizam uma série de atividades e eventos para todas as idades. O Dia de Portas Abertas é uma oportunidade única para descobrir a forma como as instituições europeias afetam a nossa vida. Os edifícios das instituições estão abertos e convidam à participação em atividades especiais, como debates públicos e visitas guiadas.
O “Dia da Europa”, comemorado a 9 de maio, nasceu no Conselho Europeu de Milão, de 28 e 29 de junho de 1985 e foi celebrado pela primeira vez em 1986.
Símbolo europeu
Inicialmente dirigido, em particular, à comunidade escolar, o Dia da Europa é um dos símbolos da União Europeia (UE) e constitui o mote para a dinamização de atividades que procuram aproximar a Europa dos cidadãos.
Porquê dia 9 de maio?
Dia 9 de maio de 1950, pelas 16h00, Robert Schuman, o então ministro dos Negócios Estrangeiros de França, apresentou, no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, em Paris, uma proposta com as bases fundadoras do que é hoje a UE.
Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", baseada numa ideia originalmente lançada por Jean Monnet, destacava os valores de paz, solidariedade, desenvolvimento económico e social, equilíbrio ambiental e regional e incluía a criação de uma instituição europeia supranacional incumbida de gerir as matérias-primas que, nessa altura, constituíam a base do poderio militar: o carvão e o aço.
Por se considerar que esse dia foi o marco inicial da UE, os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, decidiram consagrar o dia 9 de maio como "Dia da Europa".
Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e Escrita Criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram-na a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa corretora e numa editora, foi copywriter numa agência de publicidade e professora de Inglês. Em 2003, foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction.
Dia Mundial da Língua Portuguesa, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO)
Primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa será festejado online
Mais de duas dezenas de personalidades lusófonas da política, das letras, da música ou do desporto vão juntar-se num evento virtual para comemorar o primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala a 5 de Maio.
A iniciativa resulta de uma parceria entre o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a representação portuguesa na UNESCO, a ONUNews e a RTP.
“Pela primeira vez vamos comemorar o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Tínhamos planeado um evento com grande visibilidade, mas as circunstâncias ditaram que tivéssemos de adaptar o que estávamos a pensar para um formato virtual”, disse à agência Lusa o presidente do Instituto Camões, Luís Faro Ramos.
O evento incluirá uma parte “mais institucional”, na qual serão reunidos testemunhos do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, do Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, do primeiro-ministro português, António Costa, do chefe de estado de Cabo Verde e presidente em exercício da CPLP, Jorge Carlos Fonseca, do secretário-executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles, e do embaixador Sampaio da Nóvoa, representante de Portugal na UNESCO.
A estes, juntaram-se cerca de duas dezenas de outras personalidades lusófonas incluindo escritores, músicos, cineastas ou cientistas. Entre eles contam-se os escritores Mia Couto (Moçambique), Germano Almeida (Cabo Verde) ou Manuel Alegre (Portugal) e os cantores Adriana Calcanhotto (Brasil), Dino d'Santiago (Portugal/Cabo Verde) ou Carminho (Portugal).
Participam também o futebolista Pedro Pauleta, o canoísta Fernando Pimenta (Portugal), o cineasta Flora Gomes (Guiné-Bissau), a cientista Maria Manuel Mota, o teólogo e cardeal José Tolentino de Mendonça (Portugal) ou o político timorense José Ramos-Horta, entre outros.
“Estes testemunhos são condensados num vídeo que transmite perspectivas muito diferentes, muito ricas, daquilo que representa para essas pessoas a língua portuguesa e a comemoração do Dia Mundial”, adiantou Faro Ramos.
A efeméride contará ainda com um espaço de concerto com os músicos Aline Frazão (Angola), Ivan Lins (Brasil), Teófilo Chantre (Cabo Verde), Manecas Costa (Guiné-Bissau), Stewart Sukuma (Moçambique), João Gil (Portugal), Tonecas Prazeres (São Tomé e Príncipe) e Zé Camarada (Timor-Leste).
De acordo com Luís Faro Ramos, a data será também assinalada com algumas iniciativas na rede do Instituto Camões no estrangeiro, com “um destaque adaptado às circunstâncias”.
“Teremos oportunidade de, em 2021, comemorar de outra maneira. Em 2020, é a comemoração possível. Dentro dos condicionalismos que estamos a viver, é multifacetada, digna e com a visibilidade possível”, disse.
O evento será difundido através das redes sociais do Camões.