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Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

Dia Escolar da Não Violência e da Paz

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Assinalou-se ontem o Dia Escolar da Não Violência e da Paz.

Tomámos conhecimento, no sítio https://escolaamiga.pt/, do poema que a seguir transcrevemos.

Para pensarmos!

VIOLÊNCIA ESCOLAR

Cinco dias da semana

eu vou à escola,

e cinco dias por semana

eu tenho de enfrentar

esta violência em meio escolar!

 

Vejo coisas horríveis,

ouço coisas insensíveis:

palavras pesadas afiadas

como espadas,

gestos desmedidos e excessivos,

movimentos desesperados

exagerados e exaltados,

coisas totalmente desumanas

comportamentos selvagens!

 

Cá para mim, tudo começa assim:

uma pessoa quer-se destacar

e/ou por influência de alguma coisa,

então começa a enfrentar

tudo e todos, dizendo e fazendo

coisas medonhas:

os palavrões, os encontrões,

passando a espancar,

passando a esmurrar

a outra pessoa, a vítima.

 

Por vezes não passa disto,

e por vezes a padecente

enche-se de coragem

e faz uma acusação,

que é sempre o que se deve

fazer, não se deve esconder.

 

Por conhecimentos públicos

a que todos devemos ter,

há vitimas que escolhem

esconder a situação

provocando muito

desespero e aflição

conduzindo por vezes á morte.

 

Segue o teu coração

diz não a estas situações

não sejas mais UM agressor,

não sejas mais UMA vítima,

não escolhas esta dor

este fardo que é pesado

para ser carregado.

 

Vive em paz

faz o que está certo

escolhe SER FELIZ!

 

Sílvia Fátima Monteiro Ribeiro

Nº 17Ano/Turma: 9.ºC

Fonte:http://egennypereira.blogspot.com/2011/02/um-poema-pela-nao-violencia.html

 

 

Para não esquecer e para que não se repita!

Neste dia, assinalam-se o Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto, ou Dia da Shoah,  e o Dia Europeu de Memória do Holocausto.

Este dia surge na sequência de, neste dia, em 1945, o Exército Vermelho ter ocupado o campo de Auschwitz, na Polónia, começando o tratamento e libertação dos sobreviventes do extermínio nazi.

O tema de 2020 – "75 years after Auschwitz - Holocaust Education and Remembrance for Global Justice" – reflete a importância contínua, 75 anos após o Holocausto, da ação coletiva contra o antissemitismo e outras formas de preconceito para garantir o respeito pela dignidade e pelos direitos humanos de todas as pessoas, em todo o mundo.

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Se isto é um Homem

 

Vós que viveis tranquilos

nas vossas casas aquecidas,

vós que encontrais regressando à noite

comida quente e rostos amigos,

considerai se isto é um homem:

quem trabalha na lama,

quem não conhece a paz,

quem luta por meio pão,

 

quem morre por um sim ou por um não.

Considerai se isto é uma mulher:

sem cabelo e sem nome,

sem mais força para recordar,

vazios os olhos e frio o regaço,

como uma rã no inverno.

Meditai que isto aconteceu.

Recomendo-vos estas palavras,

esculpi-as no vosso coração,

estando em casa, andando pela rua,

ao deitar-vos e ao levantar-vos.

Repeti-as aos vossos filhos.

Ou que desmorone a vossa casa,

que a doença vos entrave,

que os vossos filhos vos virem a cara.

 

Primo Levi (1946); tradução: Simonetta Cabrita Neto

 

Fontes: 

http://estoriasdahistoria12.blogspot.com/

https://sicnoticias.pt/especiais/ficou-para-a-historia/2020-01-27-Ficou-para-a-Historia

https://www.acm.gov.pt/-/natal-natividade

 

 

Põe a tua terra nos píncaros - faz pela terra

Se estás interessado na "tua terra", não queres participar?

Se sim, fala com a professora bibliotecária!

As candidaturas das escolas podem ser feitas até ao dia 2 de fevereiro de 2020, com o envio da gravação do programa e do preenchimento do formulário de candidatura.

 

Conteúdo relacionado:

Fonte: 

https://blogue.rbe.mec.pt/poe-a-tua-terra-nos-pincaros-faz-pela-2326913

Eugénio de Andrade

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Fundão, 19 de janeiro de 1923 | 

Poeta. E, como todos os poetas, nasceu! Acho que nunca morreu, nem morrerá!

Faleceu! Porto, 13 de junho de 200


HOJE ROUBEI TODAS AS ROSAS DOS JARDINS


Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.

 
É URGENTE O AMOR

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

 

PASSAMOS PELAS COISAS SEM AS VER

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

 

Eugénio de Andrade (1923 - 2005) desenvolve a parte mais importante da sua obra no Porto, para onde foi viver relativamente jovem por razões profissionais. Recebeu diversas distinções e prémios nacionais e internacionais.

Nasceu José Fontinhas, mas adotou o nome artístico de Eugénio de Andrade, nome pelo qual ficará conhecido. A sua vida começa no Fundão. Segue depois para Lisboa e Coimbra, antes de se fixar no Porto, como inspetor administrativo do Ministério da Saúde.

O seu primeiro livro, “Adolescente“ foi editado em 1942, mas é “As mãos e os Frutos”, em 1948, que lhe dá grande visibilidade. Escreveu sempre ao longo da sua vida e publicou dezenas de livros, participando ainda em diversas antologias.

Foi também autor de livros infantis e tradutor. Entre os autores que traduziu encontra-se Garcia Lorca. É também um dos poetas portugueses mais traduzidos.

Entre outros foi-lhe atribuído o grau de Grande Oficial da Ordem de Sant’Iago da Espada e a Grã-Cruz da Ordem de Mérito, o Prémio da Associação Internacional dos Críticos Literários, O Prémio Europeu de Poesia da Comunidade de Varchatz (da ex-Jugoslávia), o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Camões.

 

Fontes:

http://ensina.rtp.pt/artigo/um-biografia-de-eugenio-de-andrade/

http://www.elfikurten.com.br/2015/05/eugenio-de-andrade.html

https://www.correiodoporto.pt/do-porto/pelo-jardim-de-eugenio-de-andrade-de-joao-de-mancelos

https://www.escritas.org/pt/eugenio-de-andrade

 

 

Miguel Torga (São Martinho de Anta, 12 de agosto de 1907 — Coimbra, 17 de janeiro de 1995

A 17 de janeiro de 1995, morre, no Instituto de Oncologia, em Coimbra, o escritor português Miguel Torga, pseudónimo do médico Adolfo Coelho da Rocha, autor de "A Criação do Mundo". Tinha 88 anos.

 

 

 

ESTUDO CARLOS BOTELHO

 

Em 1934, aos vinte e sete anos, Adolfo Correia Rocha cria o pseudónimo "Miguel" e "Torga". Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já Torga é uma planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha, de flor branca, arroxeada ou cor de vinho, com um caule incrivelmente rectilíneo.

Página oficial de Miguel Torga

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SÍSIFO


Recomeça....

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
 
Fontes:

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