Domingo, 1 de Dezembro de 2019

1 de Dezembro de 1640: Restauração da Independência

O golpe palaciano de 1 de dezembro de 1640 foi o resultado de uma conspiração de nobres e letrados que se vinha preparando havia muito tempo. O movimento libertador do domínio espanhol acabou por realizar-se um pouco precipitadamente por imposição das circunstâncias, visto que o duque de Bragança tinha sido chamado a Madrid e com a sua partida ficaria a faltar um chefe capaz de assumir as reponsabilidades do golpe. De facto, reuniões de fidalgos realizavam-se já no palácio de D. Antão de Almada, ao Rossio, assistindo a elas o Dr. João Pinto Ribeiro, um dos cérebros da revolta, que tratava dos negócios do duque de Bragança em Lisboa, mantendo a ligação entre este e os conspiradores. Assim, na manhã de 1 de dezembro, inúmeros fidalgos introduziram-se no Paço Real, ocultando as armas sob as roupas, e, por volta das nove horas, a um sinal de D. Miguel de Almeida, assaltaram subitamente o palácio, derrubando tudo quanto se lhes tentou opor. Rebuscaram a sala do secretário Miguel de Vasconcelos e, encontrando-o escondido num grande armário de madeira, assassinaram-no sem qualquer troca de palavras. Tendo atirado o corpo pela janela para a praça, lançaram depois sobre ele algumas peças de prata, salvas, castiçais, doces e queijos, para atrair a massa popular, que olhava de longe, desconfiada. Imediatamente, inúmeros mendigos se lançaram sobre ele e, estimulados pela gulodice, entraram no palácio, saqueando-o totalmente. Entre o início do assalto e a proclamação do novo rei, D. João IV, que se encontrava no Palácio de Vila Viçosa, mediou apenas um quarto de hora, durante o qual se deu a queda de todo um regime e se restaurou a independência nacional. O grupo de nobres e letrados que deu origem ao golpe sabia poder contar com a adesão popular. Todavia, não recorreram ao povo para a realização dos seus intentos. Assim, logo após o golpe, foi designado um governo provisório incumbido dos assuntos mais urgentes até que D. João IV chegasse a Lisboa. Para esse governo foram escolhidos os arcebispos de Lisboa e Braga, bem como o inquisidor-geral D. Francisco de Castro, que, tendo-se recusado a aceitar o cargo, foi substituído pelo visconde D. Lourenço de Lima. De toda a parte, chegavam notícias de que a revolução tinha obtido um êxito completo e fulminante. No entanto, D. João IV teria ainda de enfrentar diversos problemas de maneira a confirmar o movimento restaurador: por um lado, obter o reconhecimento da independência de Portugal e, com ele, o da sua realeza; por outro, arranjar alianças suficientemente fortes para oferecerem uma garantia efetiva contra as arremetidas de Espanha, que se esperavam logo que este país conseguisse libertar-se das lutas que travava na Europa e da insurreição catalã. Apesar disso, a abundante literatura político-jurídica entretanto surgida encarregou-se de demonstrar a legitimidade da Restauração, a fim de obter o reconhecimento pelas outras potências e a fortalecer a nova autoridade em Portugal.
Primeiro de dezembro de 1640. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

Proclamação de D. João IV como rei de Portugal,

Proclamação de D. João IV como rei de Portugal, por Columbano Bordalo Pinheiro

D. João IV.jpg

D. João IV

 

Fonte: http://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/12/1-de-dezembro-de-1640-restauracao-da.html

 

 

 
 
 
 
 
publicado por essmo-becre às 09:16
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Rosa Parks

01 de Dezembro de 1955: Rosa Parks é presa por desobediência civil

Em Montgomery, capital do Alabama, as primeiras filas dos autocarros eram, por lei, reservadas a passageiros brancos. Atrás vinham os assentos nos quais os negros podiam sentar-se. No dia 1 de Dezembro de 1955, Rosa Parks entrou num desses autocarros  e  sentou-se num dos lugares situados a meio do autocarro.  Quando o motorista – branco – exigiu que ela e outros três negros se levantassem para dar lugar a brancos que tinham entrado no autocarro, Rosa Parks  negou-se a cumprir a ordem. Ela continuou sentada e, por isso, foi detida e levada para a prisão.

O protesto silencioso de Rosa Parks propagou-se rapidamente. O Conselho Político Feminino organizou, a partir daí, um boicote aos autocarros urbanos, como medida de protesto contra a discriminação racial no país. Martin Luther King Jr. foi um dos que apoiaram a acção. O activista e músico Harry Belafonte lembra-se como a sua vida mudou, após o dia em que King lhe telefonou para pedir apoio à acção da mulher que ficou conhecida como a "mãe dos movimentos pelos direitos civis" nos EUA.

"A atitude de Rosa Parks permitiu-nos reagir contra as pressões políticas e sociais que caracterizavam a nossa sociedade. Quando King me telefonou,  comecei, pela primeira vez, a lutar oficialmente por essa causa."

Poucos dias depois da atitude espontânea de Parks, milhares de negros  recusaram-se a apanhar o autocarro a caminho do trabalho. Enquanto as empresas de transporte colectivo começaram a ter prejuízos cada vez maiores, os negros andavam  a pé vários quilómetros, acenando e cantando pelas ruas, sendo também frequentemente insultados e agredidos.

No dia 13 de Novembro de 1956, o Supremo Tribunal norte-americano aboliu a segregação racial nos autocarros de Montgomery. Poucas semanas mais tarde, a nova lei entrou em vigor em Montgomery. Em 21 de Dezembro de 1956, Martin Luther King e Glen Smiley, sacerdote branco, entraram juntos num autocarro e ocuparam os lugares na primeira fila.

Em Junho de 1999, o então presidente Bill Clinton condecorou Rosa Parks, então com 88 anos, com a medalha de ouro do Congresso norte-americano. Durante a cerimónia da condecoração, Clinton acentuou que Parks foi capaz de lembrar aos EUA que a promessa de liberdade  estava apenas a ser uma ilusão para milhares de cidadãos do país. No seu discurso de agradecimento, Parks ressaltou que a homenagem deveria servir para encorajar todos os que lutam pela igualdade de direitos em todo o mundo.

 

Fontes: DW

wikipedia (imagens)

 

Rosa Parks num autocarro de Montgomery no dia 21 de Dezembro de 1956

Rosa Parks num autocarro de Montgomery no dia 21 d

Rosa Parks em 1955, com Martin Luther King, Jr. ao fundo

Rosa Parks em 1955, com Martin Luther King, Jr. ao

 O Autocarro de Montgomery em que Rosa Parks se recusou a ceder seu lugar

O Autocarro de Montgomery em que Rosa Parks se rec

 

Fonte: http://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/12/01-de-dezembro-de-1955-rosa-parks-e.html

 

publicado por essmo-becre às 09:08
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Dia Mundial da Luta Contra a SIDA

Em 2018, cerca de 37,9 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo.

 

recursos-para-resposta-a-epidemia-de-hiv-aids-cair

Foto: Aliança da Saúde Pública / Ucrânia

Este domingo, 1º de dezembro, marca o Dia Mundial de Combate à Aids. O tema esse ano é “As comunidades fazem a diferença”.

[...]

Em mensagem sobre o dia, Guterres afirmou que “as Nações Unidas, governos, sociedade civil e outros parceiros têm atuado juntos para aumentar o acesso aos serviços de saúde e parar as novas infecções.”

No ano passado, cerca de 37,9 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo. Dessas, mais de 23 milhões receberam tratamento.

Segundo o chefe da ONU, “comunidades em todo o mundo estão no centro desta resposta, ajudando às pessoas a cobrarem seus direitos, promovendo acesso a serviços sociais e de saúde livres de estigma.”

As comunidades também “garantem que esses serviços cheguem aos mais vulneráveis e marginalizados, pressionando por mudanças em leis discriminatórias.”

O secretário-geral disse que, ainda assim, existem várias necessidades. Apesar do número recorde de pessoas infectadas, os recursos para a resposta caíram US$ 1 bilhão no ano passado.

Para António Guterres, mais do que nunca é preciso “aproveitar o papel de organizações lideradas por comunidades que defendem seus pares, fornecem apoio e serviços para pessoas com HIV e defendem os direitos humanos.”

Ele disse que, quando as comunidades se engajam, mudanças acontecem e investimentos são traduzidos em resultados.

O chefe da ONU termina a mensagem dizendo que, com as comunidades, é possível acabar com a Aids.

[...]
 
publicado por essmo-becre às 09:03
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