Quarta-feira, 6 de Novembro de 2019

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu há 100 anos

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Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) foi uma das poetisas portuguesas mais respeitadas entre outros artistas e autores. São diversas as publicações, os filmes, as músicas e as peças que abordam as obras e a própria autora da “Menina do Mar". “Há esta palavra sinónima de poesia, dizemos Sophia e não precisamos de dizer mais nada”. A expressão é de Alice Vieira, uma das muitas autoras e artistas que escreveram sobre Sophia de Mello Breyner Andresen ou a sua obra. Entre os escritores que admiraram o trabalho da poetisa podemos ainda encontrar Agustina Bessa Luís, Miguel Torga, Ramos Rosa ou Manuel Alegre. Mas o trabalho desta autora é transversal a todas as artes. Músicos como Bernardo Sassetti, Lopes Graça, Janita Salomé, Francisco Fanhais ou Vitorino de Almeida musicaram-lhe poemas ou cantaram-na. Júlio Pomar, Sara Afonso, Maria Keil, Graça Morais ou Júlio Resende transformaram as suas palavras em imagens.

 

Fonte: http://ensina.rtp.pt/artigo/sophia-no-olhar-dos-outros/

Biografia de Sophia

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passou a infância. Em 1939-1940 estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publicou os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Na sequência do seu casamento com o jornalista, político e advogado, Francisco Sousa Tavares, em 1946, passou a viver em Lisboa. Foi mãe de cinco filhos, para quem começou a escrever contos infantis. Além da literatura infantil, Sophia escreveu também contos, artigos, ensaios e teatro. Traduziu Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.
Em termos cívicos, a escritora caracterizou-se por uma atitude interventiva, tendo denunciado ativamente o regime salazarista e os seus seguidores. Apoiou a candidatura do general Humberto Delgado e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime, tendo sido um dos subscritores da "Carta dos 101 Católicos" contra a guerra colonial e o apoio da Igreja Católica à política de Salazar. Foi ainda fundadora e membro da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. Após o 25 de Abril, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto, numa lista do Partido Socialista. Foi também público o seu apoio à independência de Timor-Leste, consagrada em 2002.
A sua obra está traduzida em várias línguas e foi várias vezes premiada, tendo recebido, entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana – a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão. Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias.
Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa. Dez anos depois, em 2014, foram-lhe concedidas honras de Estado e os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional.

Fonte: https://www.fnac.pt/Sophia-de-Mello-Breyner-Andresen/ia5963/biografia

 

publicado por essmo-becre às 01:11
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