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Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

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Guia geral de exames 2019 | júri nacional de exames

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QUAIS SÃO OS OBJETIVOS DESTA PUBLICAÇÃO?

  • Divulgar informação relativa aos cursos e exames finais nacionais do ensino secundário,
    incluindo a que se refere à sua articulação com o acesso ao ensino superior.
  • Apresentar, em linhas gerais, o sistema de acesso ao ensino superior em 2019.
  • Responder às questões que, sobre estas matérias, mais frequentemente são colocadas por estudantes, pais, encarregados de educação e professores.
  • Disponibilizar as informações necessárias para uma correta inscrição e realização dos exames finais nacionais do ensino secundário, com efeitos na conclusão de curso e acesso ao ensino superior.

Fonte: https://blogue.rbe.mec.pt/ 

A Indústria durante a expansão do império | educa rtp

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Clique na imagem para aceder ao vídeo. Duração: 35 min.

A partir do século XV, Portugal afirma-se como potência marítima e a sua indústria cresce acompanhando a construção naval. Nos séculos seguintes os produtos vindos do Império vão moldar a indústria portuguesa.

A construção naval é das mais importantes indústrias portuguesas durante o período da expansão marítima. Em Lisboa, Porto, Vila do Conde ou Algarve surgiram verdadeiras estruturas empresariais muito semelhantes às da atualidade.

Em redor deste sector desenvolvem-se outras manufaturas ligada à tecelagem (para o fabrico de velas), à tanoaria (para o armazenamento de víveres), à moagem (para o fabrico de biscoito usado como alimento nas viagens), ou da madeira, matéria necessária para o fabrico de quase todos os equipamentos.

Assiste-se também à chegada de imigrantes especializados, convidados pela coroa, com o objetivo de responder às diversas necessidades. Da Alemanha chegam, por exemplo, armeiros encarregados de fabricar peças de artilharia para armar as embarcações.

Do império vão chegar escravos, especiarias, açúcar, tabaco e, por fim, ouro.

Em alguns períodos a coroa tenta também incrementar outras manufaturas e indústrias, mas a possibilidade enriquecer de forma fácil nas colónias desviaram muitos dos esforços canalizados nesse sentido.

Referência: A Indústria durante a expansão do império. (2019). A Indústria durante a expansão do império. Retrieved 25 March 2019, from http://ensina.rtp.pt/artigo/a-industria-durante-a-expansao-do-imperio/

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Fonte: https://blogue.rbe.mec.pt/ 

 

 

Dia Mundial da Água 2019 — ‘Não deixar ninguém para trás’

 

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Um direito humano privado a mais da metade da população mundial

“Não deixar ninguém para trás” é o mote do Relatório Mundial da ONU sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos de 2019 que analisa e aborda os desafios emergentes que dizem respeito ao acesso universal à água potável e ao saneamento.

Enquadrado e harmonizado com o Dia Mundial da Água, a mensagem “Não deixar ninguém para trás” do Relatório diz respeito à promessa central do Objetivo 6 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento, que defende o acesso universal e equitativo à água potável e ao saneamento até 2030.

“A água é um direito humano. Ninguém deve ter esse acesso negado. Este Dia Mundial da Água é sobre defender este direito para todos, não deixando ninguém para trás”, sublinha o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 é absolutamente claro: alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e justos para todos, melhorar a qualidade da água e reduzir para metade a proporção de águas residuais não tratadas reduzindo substancialmente o número de pessoas afetadas pela escassez de água. Um propósito que simboliza precisamente a mensagem do Dia Mundial da Água de 2019: não deixar ninguém para trás.

Os desafios emergentes

Embora o objetivo seja claro, o Relatório da ONU dá conta que três em cada dez pessoas não têm acesso a água potável, mais de 2 mil milhões vivem em países com um elevado nível de “stress” hídrico e que cerca de 4 mil milhões de pessoas passam por uma grave escassez de água potável durante, pelo menos, um mês do ano. Quase metade das pessoas que bebem água de fontes desprotegidas vivem na África Subsaariana sendo que, seis em cada dez pessoas não têm acesso a serviços de saneamento com segurança.

O uso da água tem vindo a aumentar cerca de 1% ao ano, em todo o mundo, desde a década de 80 e esta tendência deverá manter-se. A escassez deste bem universal tende a aumentar até 2050 devido à demanda dos setores industrial e doméstico nas economias emergentes. Este crescimento é também impulsionado por uma combinação de crescimento populacional, desenvolvimento socioeconómico e evolução dos padrões de consumo.

A agricultura (irrigação, pecuária e aquacultura) representa 69% das captações anuais de água a nível mundial, tornando-a no setor que mais consome água no planeta. A indústria (incluindo a geração de energia) é responsável por 19% do consumo de água e as famílias por 12%. O Relatório observa ainda que a procura global da água potável vai sofrer um aumento na ordem dos 20 a 30% até 2050 e que, caso a degradação do ambiente e as pressões insustentáveis ​​sobre os recursos hídricos globais continuem, em 2050, 45% do PIB mundial e 40% da produção mundial de cereais estarão em risco.

De forma a fazer cumprir o objetivo a que se propõe na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o relatório das Nações Unidas realça a necessidade de adaptar as abordagens políticas e práticas de forma a abordar as causas da exclusão e desigualdade.

Quem está a ser deixado para trás?

Ao desafiar o mote do Dia Mundial da água “Não deixar ninguém para trás”, estão milhões de pessoas que vivem sem este recurso essencial – quer em casa, na escola, no local de trabalho, em terrenos agrícolas ou em fábricas – e que lutam para sobreviver e prosperar dia após dia.

Nos grupos mais afetados pela escassez de água potável e saneamento adequados estão os grupos mais pobres ou que sofrem discriminação social tais como  minorias étnicas, mulheres, crianças, refugiados, povos indígenas, pessoas com deficiências e outras minorias.

Alguns dos motivos de discriminação que determinados grupos enfrentam no acesso à água dizem respeito ao sexo, género, raça, etnia, religião, condição de nascimento, casta, língua, nacionalidade, incapacidade, idade, estado de saúde e situação económica e social. Fatores como a degradação ambiental, as mudanças climáticas, o crescimento demográfico, os conflitos, os fluxos migratórios e a deslocação forçada, podem também contribuir para a marginalização de grupos no acesso à água potável.

Como fazer face ao desafio

No seguimento da resolução histórica da Assembleia Geral das Nações Unidas que, em 2010, reconheceu o acesso à água como um direito humano, é exigido aos Estados-Membros que criem condições para fornecer acesso universal à água e ao saneamento, sem discriminação e priorizando os mais desfavorecidos – um dever estabelecido, porventura, no ODS 6.

Para fazer face ao desafio o Relatório destaca a importância da ação comunitária que reflita valores morais, um entendimento científico, "pontos de inflexão" e "resiliência". Melhorar a gestão dos recursos hídricos e fornecer, a todos, o acesso a água potável e saneamento seguros e acessíveis financeiramente são ações essenciais para erradicar a pobreza e garantir que “ninguém seja deixado para trás” no caminho rumo ao desenvolvimento sustentável.

Mais especificamente, as medidas passam por transformar acordos políticos em regras juridicamente vinculativas; garantir a distribuição dos serviços de água e saneamento de forma equitativa; exercer as normas internacionais do trabalho elaboradas pelos constituintes (governos, empregadores e trabalhadores) e estabelecer instrumentos de soft-law (resoluções, comentários gerais, princípios, diretrizes e códigos de conduta) que possam influenciar o desenvolvimento do direito internacional e incentivar as organizações não-governamentais (ONGs) a promoverem a participação ativa do público nestas matérias – já que se verifica que se tornam cada vez mais influentes na formulação de políticas.

Pelas palavras do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a mudança passa por “encorajar a cooperação para enfrentar a crise mundial da água e fortalecer a nossa resiliência face aos efeitos das mudanças climáticas de forma a garantir o acesso à água a todos, especialmente aos mais vulneráveis”.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável recupera 17 desafios ambiciosos com o objetivo de serem erradicados pela comunidade global. Estes 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) incluem metas para o acesso à água potável e ao saneamento, bem como metas para enfrentar a desigualdade e a discriminação e muitos outros objetivos fundamentais para “não deixar ninguém para trás” e “alcançar o mais desfavorecido primeiro”.

Fonte: https://www.unric.org/pt/actualidade/32504-um-direito-humano-privado-a-mais-da-metade-da-populacao-mundial

 

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A Água, a poesia e a floresta

No dia em que se celebra o dia mundial da água, e um dia depois do dia da poesia e da floresta, um poema de Miguel Torga que tão bem os harmoniza.

 

À ÁGUA

 

 

Ninguém ouve a canção, mas o ribeiro canta!
Canta, porque um alegre deus o acompanha!
Quantos mais tombos, mais a voz levanta!
Canta, porque vem limpo da montanha!

 

Espelho do céu, é quanto mais partido
Que mais imagens tem da grande altura.
E quebra-se a cantar, enternecido
De regar a paisagem de frescura.

 

Água impoluta da nascente,
És a pura poesia
Que se dá de presente
Às arestas da humana penedia..."

 

Miguel Torga

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