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Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

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O que é a neurociência?

O que é a neurociência? | francisco mora

11.07.18

 

 

Francisco Mora · Doutor em Neurociência e Medicina

 

Doutor em Neurociências pela Universidade de Oxford e Doutor em Medicina pela Universidade de Granada, Francisco Mora é Professor de Fisiologia na Universidade Complutense de Madrid. Referência internacional em neuroeducação e autor de inúmeras publicações e livros como "Neuroeducação: você só pode aprender o que você ama", o professor Mora enfatiza a importância das emoções na aprendizagem. 

Tudo o que somos, pensamos, sentimos e aprendemos é o resultado do nosso cérebro em constante interação com nosso corpo e com o meio ambiente, explica ele. 

Mora, dá-nos as ferramentas e chaves básicas que a neurociência oferece para melhorar a aprendizagem e a memória, sempre do lado humano, afirmando que " Tentar ensinar sem saber como o cérebro funciona é como desenhar uma luva sem nunca ter visto uma mão. " 

Defensor da necessidade de uma sólida educação ética e valores nas crianças, Francisco Mora argumenta que todas as mudanças importantes que ocorrem nas nossas sociedades ocidentais vão "reconhecer e aceitar que o ser humano é o que a educação faz dele", destacando especialmente o papel central dos professores que ele considera "a jóia da coroa de um país" e os arquitetos fundamentais desta tarefa. 

 "São os professores que, além do conhecimento, transmitem os seus valores aos homens e mulheres do futuro", enfatiza.  

 

Referência: ¿Qué es la neuroeducación?. (2018). BBVA Aprendemos Juntos. Retrieved 11 July 2018, fromhttps://aprendemosjuntos.elpais.com/especial/que-es-la-neuroeducacion-francisco-mora/

 

Fonte: http://blogue.rbe.mec.pt/

 

Frida Kahlo

Frida_Kahlo,_by_Guillermo_Kahlo.jpg

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (Coyoacán, 6 de julho de 1907 — Coyoacán, 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana.

 

A partir desta sexta-feira, 6 de Julho, as paredes do Centro Português de Fotografia, no Porto, vestem-se de Frida Kahlo. Não com coroas de flores ou vestidos coloridos, mas com fotografias do acervo pessoal da pintora mexicana, guardadas pela própria durante a vida. Origens, A Casa Azul, Política, Corpo Acidentado, Amores e Fotografia são os temas em que se divide a exposição, intitulada de Frida Kahlo — as suas fotografias, que conta com 241 imagens distribuídas por três salas.

A exposição propõe ao visitante um passeio pela intimidade da artista: fotografias de Frida ainda em criança e da sua família permitem entrar no seio familiar da pintora e conhecer os seus pais, avós e tios. Algumas imagens são acompanhadas de mensagens escritas pela artista, que ajudam a identificar as pessoas fotografadas. São desvendados outros pormenores, por exemplo, a forma como o pai, fotógrafo, influenciou o seu percurso artístico. Em que medida? "Não só pela importância que a fotografia adquire na vida de Frida, mas também como se manifesta no seu trabalho. Os auto-retratos que pinta fazem lembrar uma fotografia, ela olha-nos de frente", responde Rui Pereira, director da Terra Esplêndida, que acompanhou o P3 numa visita à montagem da exposição. 

Para já, as molduras estão no chão, pousadas abaixo do local que estão prestes a ocupar. Os cálculos já estão feitos, dentro de pouco tempo vão ser penduradas de acordo com os planos desenhados. Ainda que seja preciso baixar o olhar para as ver, é possível encontrar pormenores e descobrir, em cada fotografia, uma história. Percebe-se, por exemplo, que nas mãos de Frida as fotografias funcionavam como um instrumento de trabalho, não eram imaculadas. A artista, descreve Rui Pereira, recortava partes de fotografias para as transformar em pinturas ou, simplesmente, para retirar da imagem pessoas de quem não gostava. Assim se encontram nas molduras imagens que mostram pessoas sem cara ou totalmente recortadas. Mas a artista também imprimia sentimentos positivos nas suas imagens, como se vê pela marca de um beijo numa foto do seu marido, Diego Rivera.

Visitar as três salas permite entrar em contacto com momentos determinantes da vida da artista. Desde o acidente que a incapacitou à recuperação, passando por imagens de homens e mulheres com quem mantinha relações extraconjugais, as fotografias mostram como Frida se comportava, relacionava e via o mundo. A exposição já passou por Lisboa, em 2012, e recebeu cerca de 17 mil visitantes, mas Rui Pereira espera “bater os números” da capital. “Sempre quisemos trazer a exposição ao Porto e agora é o momento”, afirma. A inauguração, às 10h, vai contar com a presença de Hilda Trujillo Soto, directora do Museu Frida Kahlo, que também vai estar na Reitoria da Universidade do Porto, no dia 7 de Junho às 16h, para falar sobre a instituição cultural e as fotografias da pintora mexicana.

Frida Kahlo - as suas fotografias poderá ser visitada até 4 de Novembro. Além das imagens, estará também em exibição um documentário sobre a vida da artista. O preço do bilhete é de oito euros para o público geral e de seis euros para estudantes, mas há preços especiais para crianças, famílias e grupos, que podem ser consultados aqui. Parte da receita angariada reverte a favor da Associação Salvador, que promove a integração de pessoas com deficiência motora.  

Frida  Kahlo, por Lola  Álvarez  Bravo,  ca.  1944  ©Museu  Frida  Kahlo  Frida  pintando  o  retrato  de  seu  pai, por  Gisèle  Freund,  1951  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  no  hospital  de  Nova  Iorque,  por  Nickolas  Muray,  1946  ©  Museu  Frida  Kahlo
Frida  pintando  na  sua  cama,  Anónimo,  1940.  De  pé,  ao  seu  lado,  Miguel  Covarrubias  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  de  barriga  para  baixo,  por  Nickolas  Muray,  1946  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  Kahlo  recém-operada,  por  Antonio  Kahlo,  1946  ©  Museu  Frida  Kahlo
Frida  com  5  anos,  Anónimo,  1912  ©  Museu  Frida  Kahlo  Diego Rivera  (no  seu  estúdio  San  Ángel),  Anónimo,  ca.1940  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  Kahlo  na  Casa  Azul,  Anónimo,  1930©  Museu  Frida  Kahlo
Frida Kahlo  com  o  médico  Juan  Farill,  por  Gisèle  Freund,  1951  ©  Museu  Frida  Kahlo  Nickolas  Muray  e  Frida  Kahlo,  por  Nickolas  Muray,  1939  ©  Museu  Frida  Kahlo  Frida  Kahlo,  por Guillermo  Kahlo,  1932©  Museu  Frida  Kahlo

 

Fonte: https://www.publico.pt