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Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

‘Aprender com o Passado, Ensinar para o Futuro’.

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No âmbito da evocação do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, que anualmente se comemora no dia 27 de janeiro, a Direção-Geral da Educação do Ministério da Educação e Ciência realizou um webinarsubordinado ao tema Dia Internacional em Memória do Holocausto – Aprender com o Passado, Ensinar para o Futuro.

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto foi criado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, através da Resolução 60/7, de 1 de novembro de 2005. Foi neste âmbito, e na sequência da Resolução aprovada pelo Parlamento Europeu (2005) que estabeleceu o dia 27 de Janeiro como o Dia Europeu de Memória do Holocausto, que Portugal, também, se associou a esta evocação, através Resolução da Assembleia da República n.º 10/2010, de 2 de fevereiro.

 

A realização deste webinar pretende viabilizar a participação das escolas nas evocações organizadas, no dia 27 de janeiro, a nível nacional e internacional, em torno do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, não só assistindo à sua transmissão e replicando-a, como incentivar a realização de outras iniciativas que nos levem a ‘Aprender com o Passado, Ensinar para o Futuro’.

Este webinar, realizado com a presença da Dra. Esther Mucznik e Dr. Ricardo Presumido da Memoshoá, pode constituir um significativo instrumento didático-pedagógico para o ensino do Holocausto e está disponível em http://webinar.dge.mec.pt///.

 

Fonte: DGE/21/01/2014

Manter a Memória Viva - Portugal e a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (WEBINAR)

Este webinar constitui uma iniciativa para evocação do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, que anualmente se comemora no dia 27 de janeiro, data que este ano assume particular significado por corresponder ao 70º aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau.

Nesta sessão somos convidados a refletir sobre:

  • As razões que levaram a ONU, em 2005, a escolher este dia para recordar as vítimas do ato de barbárie que foi o Holocausto e a Assembleia da República, através Resolução nº 10/2010, de 2 de fevereiro, a assumir associar-se [Portugal] a determinar associar Portugal a esta evocação internacional (ponto 1 da Resolução da AR);
  • O significado da criação da Internacional Holocaust Remembrance Alliance (IHRA) - o que é, donde veio, a que se destina, importância da Declaração de Estocolmo e participação de Portugal nesta instituição;
  • As razões pelas quais Portugal, país que não viveu diretamente os horrores do Holocausto, assume o seu ensino como obrigatório, participa na investigação e no debate nacional e internacional, procurando promover a memória e a educação sobre o Holocausto nas escolas e universidades, nas comunidades e outras instituições, para que as gerações futuras possam compreender as causas do Holocausto e refletir sobre as suas consequências; e reafirmar a aspiração comum da humanidade a uma justiça e compreensão mútua de forma a evitar futuros atos de genocídio (pontos 2 e 3 da Resolução da AR).

Luís Barreiros
Luís Barreiros
Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa em 1972. Ingressou no serviço diplomático português (MNE) em 1980. Serviu na Embaixada em Maputo, na Missão junto das Nações Unidas em Nova Iorque e foi Cônsul-geral em Boston. Em Lisboa foi, em momentos diferentes, diretor para a cooperação multilateral no Instituto para a Cooperação Económica, assessor do Secretário de Estado para a Cooperação e Coordenador Especial para o Processo de Paz para o Médio Oriente, durante a Presidência Portuguesa da UE, em 2000. Foi sucessivamente Embaixador residente em Bagdad, em Zagreb e em Havana. Atualmente é Chefe da Delegação Portuguesa junto da Internacional Holocaust Remembrance Alliance (IHRA)

Eugénio de Andrade: aniversário natalício.

Eugénio de Andrade  
[Póvoa da Atalaia, Fundão, 1923 - Porto, 2005]

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José Fontinhas de seu nome civil, nasceu em 19 de Janeiro na Beira Baixa. Em 1932 muda-se para Lisboa com a mãe «figura crucial na sua vida e na sua poética. Naquela cidade, onde passará toda a adolescência, descobre a sua vocação literária e convive com alguns escritores e poetas. Publica, em 1940, Narciso, o seu primeiro volume de poemas, a que se seguem Pureza (1942) e Adolescente(1945). Destes três livros, depois de expurgados pelo autor, foram publicadas diversas composições numa antologia intitulada Primeiros Poemas, cuja primeira edição data de 1977.

Entre 1943 e 1946 Eugénio de Andrade encontra-se em Coimbra, onde estabelece relações de amizade com alguns dos maiores vultos da literatura e do pensamento portugueses da época, como Miguel Torga, Carlos de Oliveira e Eduardo Lourenço. Em 1947 torna-se funcionário público, exercendo durante os trinta e cinco anos que se seguiram as funções de inspector administrativo do Ministério da Saúde. Por razões de serviço passa em 1950 a residir no Porto, cidade que adoptou desde então para viver e da qual é cidadão honorário.

Poeta consagrado, o autor não se limitou porém à poesia: escreveu diversos ensaios e prefácios, tendo também colaborado em numerosas publicações – Cadernos de Poesia (1ª série), Árvore,Cadernos de Literatura, Cadernos do Meio Dia, Cassiopeia, Colóquio e Colóquio-Letras, Estrada Larga (antologia do suplemento «Cultura e Arte» de O Comércio do Porto), Gazeta Musical e de Todas as Artes, Horizonte, Itinerário (de Lourenço Marques, hoje Maputo), Mundo Literário, Persona, Vértice eSeara Nova.

Escreveu dois livros dedicados à infância: A Égua Branca e Aquela Nuvem e Outras.

Traduziu Poemas de García Lorca (1946), antologia de versos do poeta espanhol, as Cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado (1969), Poemas e Fragmentos de Safo (1974) e Trocar de Rosa (1980), selecção de poesia de diversos autores estrangeiros. Além disso, organizou, seleccionou e prefaciou diversas antologias temáticas de poesia portuguesa, algumas delas dedicadas a autores. [...]

Grande parte dos livros de Eugénio de Andrade estão traduzidos, ora em volumes autónomos, ora em antologias e revistas literárias estrangeiras.

[...]
Dos poetas portugueses do século vinte, Eugénio de Andrade foi, talvez, aquele que mais se aproximou das raízes da cultura portuguesa, servindo-se dela e servindo-a, como diz Óscar Lopes, através da «evidência de um paraíso puramente terrestre, emanação do desejo e perceptível à simples transparência dos ritmos frásicos orais, das conotações de um léxico severamente escolhido e sobre o qual opera um permanente movimento de metáfora para um mesmo conjunto de elementos míticos fundamentais: a terra densa com os seus frutos e corpos; a água fluvial ou marinha; o ar, ou tudo o que há de volátil; o lume, ou ardor, ou ainda a luz pura de um Abril adolescente, de um Verão a prumo, ou de um Outono dourado a rever-se, a desdobrar-se em perduração aprilina, juvenil.» E neste universo de um paganismo de raízes fundamentalmente autóctones, destaca-se o primordial dessas raízes – e continuamos a citar Óscar Lopes: ora «a lírica solar, meridional, mediterrânica da presença sensível», ora «aquilo que parece ter sido a mais importante relação humana do poeta, a relação com a mãe (...)». Cada um dos poemas de Eugénio encerra na sua unidade um depuradíssimo trabalho da língua, que o poeta sente como sendo o seu mais importante compromisso e maior dádiva original.

A casa do poeta, no Passeio Alegre (Foz do Douro – Porto), alberga desde 1995 a Fundação Eugénio de Andrade, instituída para divulgação e estudo da sua obra. Ali ocorrem regularmente encontros de poetas. A Fundação edita também os Cadernos de Serrúbia, revista de estudos sobre poesia.
 
Centro de Documentação de Autores Portugueses
01/2005
 
http://www.dglb.pt
 

 

 

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