Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

Guerra Junqueiro

17 de Setembro de 1850 - 7 de Julho de 1923

 

 

 

Poeta e político português, nascido em 1850, em Freixo de Espada à Cinta (Trás-os-Montes), e falecido em 1923, em Lisboa, Guerra Junqueiro é entre nós o mais vivo representante de um romantismo social panfletário, influenciado por Vítor Hugo e Voltaire. Oriundo de uma família de lavradores abastados, tradicionalista e clerical, é destinado à vida eclesiástica, chegando a frequentar o curso de Teologia entre 1866 e 1868. Licenciou-se em Direito em Coimbra, em1873, durante um período que coincidiu com o movimento de agitação ideológica em que eclodiu a Questão Coimbrã. Nessa cidade convive de perto com o poeta João Penha, em cuja revista literária, A Folha, faz a sua estreia literária. Durante a sua vida, combina as carreiras administrativa (exercendo a função de secretário dos governos civis de Angra do Heroísmo e de Viana do Castelo) e política (sendo eleito por mais de uma vez deputado pelo partido progressista) com a lavoura nas suas terras de Barca de Alva, no Douro. Nos anos oitenta, participa nas reuniões dos Vencidos da Vida, juntamente com Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós e António Cândido, entre outros. Reage ao Ultimato inglês de 1890, com o livro de poesias Finis Patriae, altura em que se afasta ideologicamente de Oliveira Martins, confiando na República como solução para os males da sociedade portuguesa. Entre 1911 e 1914, assume o cargo de Ministro de Portugal na Suíça. Na fase final da sua vida, retira-se para a sua propriedade no Douro, assinalando-se então uma viragem na sua orientação poética, que se volta para a terra e para "os simples", como atestam as suas últimas obras: Pátria (1896), ainda satírica, mas já de inspiração saudosista e panteísta; Os Simples (1892) - um hino de louvor à terra, de uma poesia que evoca a sua infância, impregnada de saudosismo, de recordações calmas e consoladoras e onde se sente uma grande ternura pela correspondente paisagem social; Oração ao Pão (1903) e Oração à Luz (1904), estas enveredando por trilhos metafísicos.

O anticlericalismo, que em vida lhe granjeou o escândalo e a fama, o estilo arrebatado, vibrante, apoiado na formulação épica do verso alexandrino de influência huguana, contribuíram para a apreciação do crítico Moniz Barreto: "Quando se procura a fórmula do espírito de Guerra Junqueiro acha-se que ele é muito mais orador que poeta e que tem muito mais eloquência que imaginação."

Poeta panfletário, confidencial, satírico e também religioso, o seu valor foi contestado na década de 20. No entanto, os seus defensores nunca deixaram de acreditar na sua genialidade como satírico e como lírico.

 

 

Guerra Junqueiro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-09-17].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$guerra-junqueiro>.

 

O mundo mudou há 13 anos: 11 de setembro, 2001

Assinalam-se hoje os 13 anos do 11 de Setembro. O maior atentado terrorista da história contemporânea fez cerca de três mil mortos. Cinco portugueses perderam a vida nos ataques que envolveram o desvio de quatro aviões de companhias aéreas norte-americanas. Para assinalar a data, o Congresso dos Estados Unidos decidiu criar medalhas especiais de homenagem aos passageiros que morreram no avião que se despenhou na Pensilvânia e aos polícias e bombeiros que morreram no Pentágono e no World Trade Center. A SIC Notícias recupera da história algumas das imagens do dia em que o mundo mudou.

 E nós ainda nos lembramos tão bem!

 

 

Ano Escolar 2014-2015

Apesar de o calor se manter, de os alunos ainda estarem de férias, o ano escolar,  que compreende o ano letivo 2014-2015, teve início hoje.

Tendo gostado bastante, apropriei-me do post (texto) publicado, há dois anos, pelo blog Entre... Livros, da Biblioteca da Escola Secundária com 2º e 3º Ciclos D. João V, na Damaia, da responsabilidade da professora Emília Salvado Borges, que a seguir transcrevo na íntegra.

 

 

A leitura enche de pétalas a imaginação

 

 

A equipa da BE deseja a todos um excelente ano letivo e votos de que o regresso à escola seja um momento de alegria, o reencontro com velhos amigos, o iniciar de novas amizades, a vontade de aprender e crescer em harmonia e com sucesso. 

Aqui fica o primeiro poema do ano: 

Aprender a estudar 

 

Estudar não é só ler nos livros
que há nas escolas.
É também aprender a ser livres,
sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante,
às vezes, urgente,
mas os livros não são o bastante
para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever,
mas também a viver,
mas também a sonhar.
É preciso aprender a crescer,
aprender a estudar.
Aprender a crescer quer dizer:
Aprender a estudar, a conhecer os
outros a ajudar os outros,
a viver com os outros.
E quem aprende a viver com os outros,
aprende sempre a viver bem consigo próprio.
Não merecer um castigo é estudar.
Estar contente consigo é estudar.
Aprender a terra, aprender o trigo
e ter um amigo também é estudar
Estudar também é repartir
também é saber dar
o que a gente souber dividir
para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado
Sem ninguém nos ditar;
E se um erro nos for apontado
é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro,
ter uma cabeça que saiba pensar,
pois, na escola da vida,
primeiro está saber estudar.
Contar todas as papoilas de um trigal
é a mais linda conta de somar
que se pode fazer.
Dizer apenas música,
quando se ouve um pássaro,
pode ser a mais bela redação do mundo...
Estudar é muito
Mas pensar é tudo!

 

 Ary dos Santos (1937-1984)  

 

 http://bi30.blogs.sapo.pt/34954.html