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Biblioteca Escolar / Centro de Recursos da ESSMO

O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

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O importante não é onde chegas, mas o caminho que percorres.

O Senhor Principezinho: Antoine de Saint-Exupéry

saint-exupéry

  

Antoine de Saint-Exupéry nasceu a 29 de Junho de 1900.

 

Autor de "O Principezinho", o livro mais traduzido em todo o mundo, a par da Bíblia e de "O Capital", de Karl Marx.

 

A sua morte, aos 44 anos, num acidente de aviação, ainda hoje permanece um mistério e adensou o mito à sua volta. Foi um apaixonado pela mecânica e pelos aviões. Começou a pilotar com apenas 12 anos e foi a pilotar um avião que se despenhou, alegadamente ao largo da costa de Marselha. Tinha descolando da ilha da Sardenha, a 31 de julho de 1944, em missão de reconhecimento, mas Saint-Exupéry nunca chegaria ao destino no Sul de França. Restam dúvidas quanto às possibilidades de ter sido abatido, ter tido uma falha técnica ou cometido suicídio. Deixou em terra o manuscrito inacabado de La Citadelle (1948, Cidadela), em que refletia o seu crescente interesse pela política.

 

Pilotando aviões de correio, voou através dos Andes, amealhando experiências que lhe serviram como material para um dos seus romances.

Com o encerramento do correio aéreo na Argentina, Saint-Exupéry regressou à Europa, onde passou a fazer a ponte aérea entre Casablanca e Port Étinne, bem como a exercer a profissão de piloto de ensaios para a Air France e outras companhias de aviação.

 

Com a ocupação da França pelas tropas Nacional-Socialistas alemãs, em 1940, Saint-Exupéry alistou-se na Força Aérea Francesa e, embora acabasse por ser considerado como inapto para a aviação militar por causa dos muitos ferimentos obtidos na sequência de acidentes de aviação, chegou a pilotar alguns voos de ousadia, que lhe valeram a condecoração Cruz de Guerra.

 

No mês de junho do mesmo ano, e após a assinatura do armistício pelo Marechal Pétain, Saint-Exupéry mudou-se para a França livre com a irmã, de onde partiu para os Estados Unidos.

 

Juntar-se-ia de novo, em 1943, à Força Aérea francesa baseada no Norte de África e, depois de uma aterragem duvidosa, seria declarado pelo seu comandante como demasiado velho para pilotar. Não obstante, conseguiria posterior autorização para prosseguir os seus voos militares.

 

E foi precisamente em 1943 que publicou a sua obra mais conhecida,

(O Principezinho), uma fábula infantil para adultos, traduzida para quase meia centena de línguas, das quais se inclui o Latim.

 

principezinho

 

 

Este ano, comemora-se o centésimo aniversário do lançamento do livro. Se quiseres saber mais sobre este autor, clica  aqui.

 

 

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível para os olhos"

in "O Principezinho"

Saint-Exupéry , Antoine de

 

 

 

Há três anos, falecia o "nosso" Nobel da Literatura

 



A 18 de Junho de 2010, morre, em Lanzarote, José de Sousa Saramago, escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português. Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998.


Dos muitos que esvreveu, destacamos os seus livros: Memorial do Convento; O Evangelho segundo Jesus Cristo; Ensaio sobre a Cegueira.

 

Foram-lhe atribuídos, entre outros, os Prémio Camões (1995) e o Nobel de Literatura (1998).



A Fundação José Saramago tem a sua sede na  Casa dos Bicos, em Lisboa. No entanto, tem uma delegação em Azinhaga, terra natal do escritor, e, em Lanzarote, onde viveu, em tempo parcial desde 1993, a Biblioteca que leva o nome do nosso único Nobel da Literatura.


Para mais informações sobre a Fundação José Saramago clique na imagem 

 


 


David Mourão-Ferreira.

A 16 de junho de 1996, morre, em Lisboa, o escritor, poeta e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, David Mourão-Ferreira.

 

 

David Mourão-Ferreira

 

Escritor português, nasceu em Lisboa, em 1927 e morreu, também nesta cidade, em 1996. Licenciou-se em Filologia Românica em Lisboa, onde chegou a ser professor catedrático, organizando e regendo, entre outras, a cadeira de Teoria da Literatura.

 

Foi:

secretário de Estado da Cultura, entre 1976 e 1979; diretor do diário A Capital; diretor do Boletim Cultural do Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1984 e 1996; diretor da revista Colóquio/Letras; presidente da Associação Portuguesa de Escritores (1984-86) e vice-Presidente da Association Internationale des Critiques Littéraires.

 

A sua obra reparte-se pela poesia; pela crítica literária, como Os Ócios do Ofício, Vinte Poetas Contemporâneos, Hospital das Letras ou Lâmpadas no Escuro (de Herculano a Torga); pelo ensaio; pela tradução; pelo teatro; pelo romance; e também pelo jornalismo. [...]

 

 

Da sua obra poética, cuja poesia se distingue pelo lirismo culto, depurado e subtil, destacam-se os seguintes livros: A Secreta Viagem, Do Tempo ao Coração, Cancioneiro do Natal, Matura Idade e Ode à Música.


A obra de David Mourão-Ferreira foi várias vezes reconhecida com prémios literários, como, por exemplo: Prémio de Poesia Delfim Guimarães, 1954, para Tempestade de verão; Prémio Ricardo Malheiros, 1960, para Gaivotas em Terra; Prémio Nacional de Poesia, 1971, para Cancioneiro de Natal; Prémio da Crítica da Associação Internacional dos Críticos Literários para As Quatro Estações; e, para Um Amor Feliz , os prémios de Narrativa do Pen Clube Português, D. Dinis, de Ficção do Município de Lisboa e o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. Ao autor foi ainda atribuído, em 1996, o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.

 

David Mourão-Ferreira. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-06-15].

Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$david-mourao-ferreira>.





15 de junho de 1970 - Morte de Almada Negreiros; nasceu a 7 de abril de 1893

 

 

 

A 15 de Junho de 1970, morre, em Lisboa, com 77 anos de idade, José de Almada Negreiros, pintor e escritor português ligado ao grupo modernista.
Fonte: Diário de Lisboa n.º 17056 de 16-06-1970, 2.ª Edição, 50.º ano de publicação, pp. 1, 9 e 14


«Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam escritas, só faltava uma coisa - salvar a humanidade». 


In A Invenção do Dia Claro, de José de Almada Negreiros (1921). A Editora Assírio & Alvim publicou, em Maio de 2005, uma edição fac-similada da de 1921, cuja leitura recomendamos.


http://www.leme.pt/historia/efemerides/0615/


 

MANIFESTO ANTI-DANTAS


 Este texto virulento do jovem Almada (que contava 23 anos) terá sido escrito entre Abril e Setembro de 1916, sendo, portanto, anterior à conferência de 1917, início oficial do movimento futurista em Portugal.

Saiu este folheto de 8 páginas impresso em papel de embrulho, ao preço de 100 reis, todo grafado em maiúsculas e utilizando aqui e além, para sublinhar a onomatopeia - PIM!-, uns ícones representando uma mão no gesto de apontar. Segundo se diz, terá esgotado nos primeiros dias, por obra do açambarcamento do próprio visado. Apesar disso, ou graças a isso, o escândalo rapidamente se propalou e a polémica causada teve uma grande intensidade. É que, no fundo, não é só a pessoa de Dantas que é atacada, mas toda uma geração de literatos, actores, escritores, jornalistas, etc, que ele personificava: "Uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi". Através da ironia e do sarcasmo, utilizando uma linguagem iconoclasta e insultuosa, abusando de exclamações, repetições e enumerações, Almada zurze o academismo instalado e os valores tradicionais que pretendia abalar.

Em suma, trata-se de um ataque implacável ao edifício cultural e artístico vigente que impedia a entrada e frutificação das novas correntes estéticas em Portugal. É Almada a abrir caminho ao Futurismo e a si próprio.


http://www.prof2000.pt/users/tomas/manifesto_anti.htm

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