Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013

Biogeografia da cor - 10ª edição da BIOdiversidade na ESSMO

Será com muito gosto que, amanhã, apresentarei o Professor Doutor Jorge Paiva na Palestra que antecederá mais um Jantar Lusitano.

 

Esta atividade, genericamente designada por Biodiversidade, terá este ano, como mote, a "Biogeografia da Cor", e já vai na sua 10ª edição.

 

Assistir à palestra e, depois, jantar na escola, será, no mínimo, entusiasmante! Apareça!

 

Para quem ainda não conhece o Dr. Paiva, fica aqui um breve resumo, feito por um antigo aluno do Professor, meu colega na Universidade de Coimbra.

 

Jorge Américo Rodrigues de Paiva

 

Botânico, professor, investigador, ambientalista e divulgador

 

 

 

 

 As linhas que se seguem não se debruçam sobre a obra científica do botânico Jorge Paiva. Relativamente a essa matéria não faltará quem, com propriedade e competência, a registe e aprecie como é devido. Trata-se apenas de um humilde texto de reconhecimento e gratidão à pessoa e ao cidadão empenhado sobretudo nas causas do ambiente e da sobrevivência humana, ao Mestre e amigo de quantos gostosamente o procuram, o ouvem e com ele discutem as suas mensagens.

O Professor Jorge Paiva nasceu em Angola, a 17 de Setembro de 1933. Formou-se na Universidade de Coimbra onde foi investigador e professor das Faculdades de Ciências e de Farmácia. Lecionou também noutras Universidades. Entre os alunos era muito admirado e estimado, quer pelo rigor, quer pela clareza das suas lições, quer pela disponibilidade para receber e esclarecer os alunos, que às vezes acompanhava sistematicamente, dando explicações mesmo de matérias que não eram da sua ocupação diária, por exemplo de química. Com os seus alunos, era muito comum sair dos muros da Universidade, ou dos espaços do Jardim Botânico e levá-los a conhecer flora e fauna das mais variadas regiões: Margens do Mondego, Mata da Margaraça, Paul de Arzila, Gerês, Estrela… Fez investigação em Portugal, no continente e no que eram as antigas colónias portuguesas em África, e no estrangeiro (durante três anos trabalhou em Londres nos Jardins de Kew e na Secção de História Natural do Museu Britânico). Foi várias vezes premiado pelos seus trabalhos de investigação, quer publicações de botânica quer relacionadas com a saúde (estudo de pólenes e alergias), quer ainda pela sua ação como ambientalista. Outros botânicos prestam-lhe homenagem batizando novas espécies de plantas, de diferentes continentes, com nomes (latinizados) derivados do seu, como é o caso da Dendroceros paivae, uma planta semelhante a musgo, de S. Tomé e Príncipe, ou de diversas angiospérmicas (plantas com flores que dão frutos que encerram as sementes) de que são exemplos: a Hyancinthoides paivae , uma liliácea do Minho e da Galiza, a Monotes paivae, uma planta africana, da província do Bié, em Angola, e a Argyreia paivae, uma planta trepadeira, de Timor.

 

 

Muito dedicado à causa do ambiente palmilhou o país de lés a lés, observando, fotografando, ouvindo as pessoas e fazendo palestras para os mais variados auditórios. Alertou atempada e energicamente para o erro da extinção dos serviços florestais, para o contra senso da monocultura florestal, como no caso do eucalipto, para os enormes riscos de incêndio, para a progressiva destruição do coberto arbóreo de vastas zonas e dos cimos montanhosos e para a desertificação humana do interior do país. Sensível, muito atento e disponível, percebeu desde sempre a necessidade de formação e de atualização dos professores do ensino básico e secundário, que passaram a ver nele um apoio de generosidade inteira e limpa: desloca-se onde o chamam, desdobra-se em conferências e palestras pelas escolas, onde adultos e jovens, com formações muito diversas, e mesmo as crianças mais pequenas, o ouvem com espanto e atenção; somaram-se centenas e depois milhares de sessões sempre com a mesma prontidão e energia, sem nada cobrar por viagens, dormidas ou refeições, refeições que, por vezes, chegou teimosamente a pagar aos acompanhantes. Como formador de professores conduziu dezenas deles a variados locais de interesse, como os acima referidos e a outros, como a Foz do Sado ou a Serra Algarvia. Da Madeira, trouxe alunos de pós-graduação ao Gerês. Continua a correr o mundo, procura os “santuários” naturais e as zonas degradadas pela poluição: observa, fotografa, estuda, documenta e divulga. Não desiste da sua mensagem nem afrouxa a sua disponibilidade. O amor pela Natureza fê-lo comemorar os seus oitenta anos subindo ao Pico da Nevosa no Gerês, numa caminhada de cerca de 24 quilómetros.

 

Com fundamento, alerta-nos para a condição do ser humano “preso” na gaiola “Terra”, que nos mostra em imagens reais, captadas por si nos locais mais díspares. É com belas imagens dessas que ilustra as muitas centenas de postais de Natal que todos os anos envia a muitas centenas de pessoas, uma ideia original que combina uma enorme ternura com lições de ecologia em várias línguas, em resumos densos e curtos, mas fáceis de compreender. “Cidadão da Natureza” diz, com alguma pena: “Só me falta ir à Antártida!”

Nestes anos de início de século tem sido visita assídua da Escola Secundária Carlos Amarante, a pedido nosso, sempre aceite com entusiasmo e generosidade. No próximo dia 27 de novembro, às dez horas, tê-lo-emos mais uma vez entre nós a apresentar o tema “A Biogeografia da Cor” (de que se poderá ler resumo da sua autoria em texto a afixar proximamente, no nosso blogue)*.

 

Ontem como hoje, agora e sempre: Obrigado Bom Mestre.

 

José Batista da Ascenção

 

Braga, aos catorze de novembro de dois mil e treze

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Obviamente, o autor do texto, sendo atualmente professor numa escola de Braga, faz referência a essa mesma escola.

 

No entanto, o Professor Paiva, o Mestre, o meu Amigo Professor Paiva, tem sido um assíduo visitante da nossa escola, não só neste início de século, mas, também, já no final do século XX.

 

As suas últimas vindas à escola prendem-se com a atividade agora divulgada: Biodiversidade. E, tal como se depreende do texto acima transcrito, o Professor tem tido a gentileza de nos contemplar, em primeira mão, com as suas palestras temáticas. De realçar que, amanhã, a Biogeografia da Cor será apresentada aqui em Tomar e, só a 27, o fará em Braga. O Zé que me desculpe!    {#emotions_dlg.happy}

 

 

 

publicado por essmo-becre às 18:49
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