Domingo, 2 de Julho de 2017

Mia Couto 

 

[Beira, Moçambique, 5 de julho 1955]

Escritor/Biólogo 

Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas.
Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia.
Jesusalém foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama.
Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa.
Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões e com o prémio norte-americano Neustadt.

Fontes:

http://www.citador.pt/textos/a/mia-couto

https://www.wook.pt/autor/mia-couto/2621

 

 

publicado por essmo-becre às 12:17
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Terça-feira, 5 de Novembro de 2013

Lusofonia e prémios literários

É certo que sou contra o novo acordo ortográfico. Não gosto, não entendo e só o uso porque sou obrigada. Definitivamente!

Não acredito que seja esta a ferramenta para aproximar os vários países de língua oficial portuguesa. Estamos próximos por muita história e muita cultura, vividas proxima e paralelamente, ao longo de tantos anos.

 

Vem isto a propósito de dois dos escritores "lusófonos" mais inventivos e criativos que conheço terem ganho, recentemente, prémios literários de relevo.

 

Mia Couto, foi o primeiro. Em maio deste ano, ganhou o Prémio Camões, somente o prémio literário mais importante da criação literária da língua portuguesa. Segundo um dos jurados deste ano, José Carlos Vasconcelos, a sua genealidade decorre da “inovação estilística e a profunda humanidade”, a que se soma uma original "criação e inovação verbal, [que]tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade.

 

No passado dia 1 do corrente mês, António Emílio Leite Couto, foi distinguido com o Prémio Internacional de Literatura Neustadt. Qualquer coisa como o Nobel norte-americano da Literatura. De facto, de acordo com a instituição responsável pela atribuição do prémio, "é o mais prestigiado galardão literário internacional atribuído nos Estados Unidos" a escritores de diferentes nacionalidades, "exclusivamente com base no mérito literário", sendo por isso considerado o "'Nobel' americano".

 

A sua extensíssima obra sobrepõe-se à sua atividade como biólogo na área de consultoria ambiental.

 

Seguiu-se Ondjaki, hoje, que recebeu o Prémio José Saramago, pela sua obra Os Transparentes.

 

A entrega do prémio decorreu hoje, às 12h00, no edifício sede da fundação com o mesmo nome e, segundo Ana Paula Tavares, que proferiu o elogio da obra, com "Os transparentes o escritor angolano cumpre o que há muito se anunciava: a construção de um grande livro fiel a linhagens literárias mais antigas e que pode ler-se na travessia das linguagens de cada um. A língua portuguesa ganha o tom, liga todas as mensagens, renova-se sem concessões e aparece fresca e milagrosa como as águas à solta do rés-do-chão do lugar central do romance."

 

Estão de parabéns os dois escritores, sem dúvida. Está de parabéns a literatura em língua portuguesa.

E nós? Nós podemos LER o que, tão  brilhantemente, está escrito em cada um dos seus livros.

 

 

 

Para mais pormenores, consulte as seguintes páginas eletrónicas:

 

Mia Couto:

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mia_Couto

 

http://www.portugaldigital.com.br/cultura/ver/20078671-mocambicano-mia-couto-nomeado-para-o-premio-literario-norte-americano-neustadt

 

http://www.publico.pt/cultura/noticia/mia-couto-distinguido-com-premio-internacional-de-literatura-neustadt-1611149

 

http://www.publico.pt/cultura/noticia/xxxxxx-premio-camoes-foi-para-o-escritor-1595653

 

 

Ondjaki:

 

http://josesaramago.org/

 

http://premioliterariojosesaramago.blogspot.pt/

 

http://saramago90anos.files.wordpress.com/2013/11/dossie-de-imprensa_prc3a9mio-josc3a9-saramago-2013.pdf

 

http://static.publico.pt/docs/ipad/ostransparentes.pdf

 

http://www.portugaldigital.com.br/cultura/ver/20080981-angolano-ondjaki-recebe-em-lisboa-o-premio-jose-saramago-de-literatura

 

http://www.publico.pt/angola/jornal/que-fazer-enquanto-luanda-arde-25523600

 

http://www.publico.pt/cultura/noticia/premio-jose-saramago-2013-atribuido-1611412

 

 

publicado por essmo-becre às 21:45
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Sexta-feira, 5 de Julho de 2013

Mia Couto -aniversário natalício do vencedor do Prémio Camões 2013

 

A 5 de Julho de 1955, nasce, na Beira, o escritor moçambicano Mia Couto. Os seus pais, de origem portuguesa, deram-lhe o nome de António Emílio Leite Couto. Na poesia, estreia-se com o livro Poesia - Raiz de Orvalho (1983); nos contos, com Vozes Anoitecidas (1986); nas crónicas com Cronicando (1988) e no romance, com Terra Sonâmbula (1992). Ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos (1995).

 

Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas. Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século xx), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da SereiaJesusalém, o seu último romance, foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama. Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa. A Confissão da Leoa é o seu mais recente livro. Galardoado com o Prémio Camões 2013.




                  

  

publicado por essmo-becre às 01:11
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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

Mia Couto é o vencedor do Prémio Camões 2013

 

Prémio, que tem o valor de 100 mil euros, foi anunciado ao princípio da noite desta segunda-feira no Rio de Janeiro.

 

 

 

O vencedor do prémio literário mais importante da criação literária da língua portuguesa é o biólogo e escritor moçambicano autor de livros como Raiz de OrvalhoTerra Sonâmbula A Confissão da Leoa . É o segundo autor de Moçambique a ser distinguido, depois de José Craveirinha em 1991.

A escolha foi decidida por um júri, que reuniu durante a tarde desta segunda-feira no Palácio Gustavo Capanema, sede do Centro Internacional do Livro e da Biblioteca Nacional, e de que fizeram parte, do lado de Portugal, a professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa Clara Crabbé Rocha (filha de Miguel Torga, o primeiro galardoado com o Prémio Camões, em 1989) e o escritor e jornalista (director do Jornal de Letras) José Carlos Vasconcelos. E também os brasileiros Alcir Pécora, crítico e professor da Universidade de Campinas, e Alberto da Costa e Silva, embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor e professor universitário moçambicano João Paulo Borges Coelho e o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

Nascido em 1955, na Beira, no seio de uma família de emigrantes portugueses, Mia Couto começou por estudar Medicina na Universidade de Lourenço Marques (actual Maputo). Integrou, na sua juventude, o movimento pela independência de Moçambique do colonialismo português. A seguir à independência, na sequência do 25 de Abril de 1974, interrompe os estudos e vira-se para o jornalismo, trabalhando em publicações como A Tribuna,Tempo e Notícias, e também a Agência de Informação de Moçambique (AIM), de que foi director.

Em meados da década de 1980, regressa à Universidade para se formar em Biologia. Nessa altura, tinha já publicado, em 1983, o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho.

"O livro surgiu em 1983, numa altura em que a revolução de Moçambique estava em plena pujança e todos nós tínhamos, de uma forma ou de outra, aderido à causa da independência. E a escrita era muito dominada por essa urgência política de mudar o mundo, de criar um homem e uma sociedade nova, tornou-se uma escrita muito panfletária”, comentou Mia Couto em entrevista ao PÚBLICO (20/11/1999), aquando da reedição daquele título pela Caminho.

Em 1986 edita o seu primeiro livro de crónicas, Vozes Anoitecidas, que lhe valeu o prémio da Associação de Escritores Moçambicanos. Mas é com o romance, e nomeadamente com o seu título de estreia neste género, Terra Sonâmbula (1992), que Mia Couto manifesta os primeiros sinais de “desobediência” ao padrão da língua portuguesa, criando fórmulas vocabulares inspiradas da língua oral que irão marcar a sua escrita e impôr o seu estilo muito próprio.

“Só quando quis contar histórias é que se me colocou este desafio de deixar entrar a vida e a maneira como o português era remoldado em Moçambique para lhes dar maior força poética. A oralidade não é aquela coisa que se resolve mandando por aí umas brigadas a recolher histórias tradicionais, é muito mais que isso”, disse, na citada entrevista. E acrescentou: “Temos sempre a ideia de que a língua é a grande dama, tem que se falar e escrever bem. A criação poética nasce do erro, da desobediência.”

Foi nesse registo que se sucederam romances, sempre na Caminho, como A Varanda do Frangipani (1996), Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra (2002 – que o realizador José Carlos Oliveira haveria de adaptar ao grande ecrã), ou O Outro Pé da Sereia (2006). A propósito dos seus últimos livros, A Confissão da Leoa (2012), mas particularmenteJesusalém (2009), o escritor confessou algum cansaço por a sua obra ser muitas vezes confundida com a de um jogo de linguagem, por causa da quantidade de palavras e expressões “novas” que neles aparecem.

 

Paralelamente aos romances, Mia Couto continuou a escrever e a editar crónicas e poesia – “Eu sou da poesia”, justificou, numa referência às suas origens literárias.

Na sua carreira, foi também acumulando distinções, como os Prémios Vergílio Ferreira (1999, pelo conjunto da obra), Mário António/Fundação Gulbenkian (2001), União Latina de Literaturas Românicas (2007) ou Eduardo Lourenço (2012).

Nas anteriores 24 edições do Prémio Camões, Portugal e Brasil foram distinguidos por dez vezes cada, a última das quais, respectivamente, nas figuras de Manuel António Pina (2011) e de Dalton Trevisan (2012). Angola teve, até ao momento, dois escritores citados: Pepetela, em 1997, e José Luandino Vieira, que, em 2006, recusou o prémio. De Moçambique, fora já premiado José Craveirinha (1991) e, de Cabo Verde, Arménio Vieira (2009).

Criado por Portugal e pelo Brasil em 1989, e actualmente com o valor monetário de cem mil euros, este é o principal prémio destinado à literatura em língua portuguesa e consagra anualmente um autor que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum.

 

Jornal PÚBLICO

 

 

 

publicado por essmo-becre às 21:59
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2013

CNL 2012-2013: 1ª eliminatória

Concurso Nacional de Leitura

 

1ª fase/eliminatória: nível de escola

 

Realizaram-se ontem, dia 7, as provas de apuramento dos representantes da escola na fase distrital, deste ano, do Concurso Nacional de Leitura.

 

Depois de lidas as obras (e lembramos que eram, para o 3º Ciclo do Ensino Básico, Sangue da Avó Manchando a Alcatifa, in Cronicando, de Mia Couto, e A Pérola, de John Steinbeck; para o Ensino Secundário, O Homem, in Contos Exemplares, de Sophia de Mello Breyner Andresen, e Os livros que devoraram o meu pai, de Afonso Cruz), os alunos puderam testemunhar o que apreenderam das mesmas.

 

Se estiver interessada(o) em conhecer as provas, pode consultá-las aqui:

 

Prova do 3º ciclo do ensino básico

 

Prova do ensino secundário

 

Agora, resta-nos esperar pelos resultados

 

publicado por essmo-becre às 13:02
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Fontes:http://www.fnac.pt/

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