Sábado, 13 de Junho de 2015

Fernando Pessoa - aniversário natalício

 

FernandoPasseoa-3.PNG

 

13 de Junho de 1888

Nasce o poeta, ficcionista, dramaturgo, filósofo, prosador, Fernando Pessoa [...] inequivocamente, a mais complexa personalidade literária portuguesa e europeia do século XX.

 

Não conseguimos deixar de transcrever Inês Pedrosa:

«A minha pátria é a língua portuguesa», escreveu, profeticamente, Fernando Pessoa. O seu génio expressou-se também, inúmeras vezes, em língua inglesa – mas aquele que viria a tornar-se o mais internacional dos escritores portugueses sabia que cada língua tem a sua cor, a sua luz e a sua música própria, e que a arte da escrita consiste em levar para lá dos limites convencionais os dons expressivos de cada língua. A sua primeira originalidade foi essa: a de se entregar ilimitadamente à sua língua, sem complexos de mando nem de escravo. Por isso escreveu sobre o conhecido e o desconhecido, o alto e o baixo, a estética e o comércio, a política e a astrologia. Criou uma constelação de heterónimos e semi-heterónimos – incluindo uma extraordinária Maria José – que lhe permitiram explorar, visceralmente, as mais diversas possibilidades do ser. E foi, evidentemente, um poeta inultrapassável – o tempo paralisa-se diante dos seus textos, sempre inscritos numa verdade futura. Semeador de papéis com um único livro publicado em vida («Mensagem»), sonhador de impossíveis que jamais se deixou esmagar pela monótona incompreensão do seu tempo, Fernando Pessoa deixou uma obra múltipla e incisiva, que continua a surpreender-nos, a seduzir-nos e, acima de tudo, a desafiar-nos a quebrar as fronteiras do corpo e da alma, da vida e do sonho, da reflexão e dos sentimentos. Uma obra absolutamente universal.


Inês Pedrosa

 

Fontes:

http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=4281

http://www.infopedia.pt/$fernando-pessoa

 

 

 

 

publicado por essmo-becre às 17:29
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"O enredo tece-se em torno da trajectória de um médico psiquiatra, desde o início da manhã, quando inicia o seu trabalho no Hospital Miguel Bombarda, até às 5 da madrugada do dia seguinte, no seu apartamento do Monte Estoril. Entre o início e o fim do eixo narrativo, sucedem-se episódios que constituem o quotidiano do médico no decorrer desse dia. O primeiro livro de um autor que ao longo dos anos se impôs como um nome cimeiro na literatura portuguesa."

Fontes:http://www.fnac.pt/

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